Alberto
- Você quer o que?! – a pergunta desconcertante foi direcionada a sua linda, e sexy esposa, que nesse momento o atiçava com a ponta fina do sapato de salto agulha, por baixo da mesa do restaurante francês na qual almoçavam.
- Por favor, amor. Eu preciso. – Ela disse, levando a taça de água à boca, seus lábios carnudos pintados de vermelho queimado tocando o cristal frio, fizeram Alberto engolir em seco.
O que ela pediu era maluquice, para dizer o mínimo. Não gostava de ser envolvido nos esquemas das mulheres, porque algum dos dois idiotas de seus irmãos, acabavam se dando mal. Principalmente se tratando do que Sam pedia.
Segurou seu tornozelo envolto na meia de seda francesa, pressionando o pé feminino e delicado, contra a ereção dolorosa.
- Não precisa. Você não tem nada a ver com a Lucy e o meu irmão. Deixe que ela encontre outra forma de castigá-lo.
- Como você sabe que ela vai castigar o Vitório?
- Assim você ofenda a minha inteligência, minha odalisca. – Alberto respondeu, massageando o pezinho feminino.
- Ele não contou a ela sobre a Masmorra, merece uma punição. – Sam apertou a sola do sapato contra o pau dele, fazendo o olhar de Beto cintilar em advertência. – Você mesmo experimentou algo semelhante, quando mentiu para mim e ocultou seu acordo com a Camila. O clube quase nos separou para sempre.
- Nossa história é diferente, baby. A Lucy sempre teve o Vitório na coleira, só precisa puxar do jeito certo. – Sam tirou o pé, subitamente, e o olhou com a ferocidade de uma tigresa. Adorava quando ela ficava assim. – O que? Falei alguma mentira? Que homem em seu juízo perfeito ficaria dez anos sem sexo pela falsa promessa que fez em um casamento por contrato?! – Alberto bebeu o vinho de seu copo, saboreando a safra. – Estava óbvio o tempo todo que ele era fiel a Lucy porque sentia algo por ela. Vocês mulheres complicam muito as coisas, ela poderia ter feito aquele babaca dançar feito um macaco de circo se quisesse.
- Tudo que estou ouvindo, só estão embasando o meu pedido. Você vai mandar alguém buscar e entregar tudo o que te pedi, ou eu posso me disfarçar de Pérola Negra, e eu mesmo ir buscar. O que você prefere?
- A Octávia vai dormir na casa do Ícaro hoje? Tenho algumas coisas novas no porão que estou animado para estrear. – Ele rebateu, pensando em algo divertido para fazer a noite. O que importava se as três inventaram uma festa do pijama para as crianças, só para Lucila acabar com Vitório? Nada!
Na verdade, isso era ótimo. Pois quem se daria bem essa noite, era ele, Alberto Darius.
- Beto! Não fale do porão assim em público. As pessoas podem ter ideias erradas.. – ela olhou em volta, e abaixou o tom como se estivessem cometendo um crime. – Podem pensar que somos assassinos ou algo do tipo.
- Se é pelo bem maior, é claro que sim, Sam, minha linda esposa! – Ele respondeu, sorrindo maliciosamente.
- Você não presta, sabia disso?! – ela o recriminou, bebendo mais água e se abanando como se fosse pega por uma onda de calor repentina.
- E você, querida, adora ser casada com um sacana.
A bela mulher a sua frente tentou esconder o risinho afetado, mas era autêntica demais para isso. Ela também estava pensando nas vantagens dessa noite, assim como ele.
Se Vitório ia se dar mal, a culpa era toda dele. Alberto se levantou, estendendo a mão para a esposa que amava com verdadeira loucura. Passando o braço por sua cintura fina, eles saíram do restaurante.
Já tinha pago sua cota de arrependimentos quando foi sua vez de se acertar com Sam. Agora era a vez do seu irmão mais velho, e sinceramente, tinha até pena dele. Se uma mulher em seu estado normal já podia causar estrago quando estava com raiva, imagina uma que estava com raiva e cheia de hormônios mexendo com suas emoções.
“Boa sorte, Vitório. Ela vai pegar pesado.”

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