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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 194

Olavo

A enfermeira Tati era legal. Olavo a acompanhou até a cafeteria do primeiro andar, e em todo o tempo ela falava de coisas interessantes sobre os dois bebês da mamãe.

Ele pediu um refrigerante e um lanche de alface com azeitonas, e o devorou fascinado enquanto a mulher explicava quantos casos foram divulgados no Brasil e como isso era raro.

Olavo absorvia tudo, fascinado, e cada vez mais convicto de que sua mãe era muito especial. Ela era incrível e por isso foi escolhida pelas inúmeras regras do universo para esse fenômeno.

Tati perguntou sobre a escola, e ele falou sobre ela de uma maneira geral. Estudar as vezes o entediava, porque suas deduções estavam sempre certas, em todas as matérias. O mundo dos adultos era mais divertido, porque em muitas coisas não era possível chegar a uma conclusão tão rápido.

- E seus amigos, Olavo? Eles são legais?

- Gosto do Ricardo e do Joaquim, mas converso com a Alana porque ela é bonita e sempre me dá adesivos de baleias.

- Parece que a Alana tem um ponto. – a enfermeira riu. – Você gosta de baleias, não?

- Sim, são animais fascinantes. Sabia que a baleia azul tem os maiores bebês da Terra? Eles nascem com mais de oito metros e pesam até quatro toneladas.

- Meu Deus, imagina só quanto trabalho as mamães baleias tem, para trazer esses filhotes ao mundo.

- Nunca pensei sobre isso... – Olavo desviou o olhar, em uma profunda reflexão.

Seria doloroso? Ou por serem mamíferos aquáticos, isso facilitava na hora do nascimento...?

Ele olhou em volta, pensava mais rápido quando vários elementos estavam diante de seus olhos, era por isso que se entediava tanto quando estava preso na kitnet de Brenda, e....

Seus olhos pararam em uma mulher sentada na última mesa da cafeteria. O pequeno coração de Olavo disparou, e seus olhos ficaram molhados. A mulher de peruca loura sorriu, parte do seu rosto se contraiu de um jeito bizarro, a pele parecia errada, estranha. De óculos escuros, ele sentiu que ela os observava diretamente.

Era ela, tinha certeza!

Seus braços e pernas formigaram, e algo em sua cabeça gritou “Corre!”

As pessoas estavam comentando sobre ele, podia ouvir os burburinhos, e elas o atrapalhavam a elaborar uma rota de fuga. Não conseguia pensar direito. Até que na terceira parada, as portas se abriram, e todos desceram, braços quentes familiares o envolveram, e o colo mais seguro do mundo o arrebatou para cima.

- Está tudo bem, filho. O papai está aqui.

Perguntavam como ele estava, mas ele só queria fechar os olhos e abraçar o papai até aquilo tudo sumir. Estavam se movendo, e ouviu que seu herói falava ao telefone.

- Não querida, não precisa se preocupar, eu o encontrei. Estou subindo, peça que alguém avise a enfermeira que ficou desesperada lá embaixo. – ele disse num tom firme e seguro.

Olavo o abraçou mais forte, ela não era capaz de enfrentar seu pai. Ele é poderoso e indestrutível. Estava a salvo.

Mas tinha que contar o que aconteceu, o papai tinha que saber.

- As..Astrid.... no ca..café.. – Conseguiu murmurar, entre soluços. – De..desculpe, papai... e..eu fiquei com muito medo...

- Ter medo é natural, Olavo. Você fez bem em correr, e foi muito esperto. – Papai beijou seu rosto molhado. – Agora descansa, estamos quase chegando até a mamãe, está tudo bem, filho. Aquela mulher nunca vai pôr as mãos em você.

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