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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 511

O tempo passou num piscar de olhos, e a data prevista para o parto de Isabela chegou num instante.

Felizmente, o feto estava na posição correta e o peso controlado dentro da faixa ideal. O médico avaliou que ela reunia todas as condições para um parto normal.

No entanto, a pessoa mais ansiosa com a chegada desse momento era Tiago.

Incapaz de sossegar, ele insistiu em levar Isabela para o hospital com dois ou três dias de antecedência.

Mark, ao saber da notícia, foi visitá-los. Ao ver Tiago andando de um lado para o outro, inquieto e ocupado com trivialidades, não resistiu a provocar:

— Olha só o seu estado, parece até marinheiro de primeira viagem. Eu entendo, eu entendo.

Isabela ficou internada tranquilamente por três dias. Na manhã do quarto dia, logo após o café da manhã, sentiu uma dor fina e pesada no abdômen. As contrações haviam começado.

A reação de Tiago foi mais rápida que a dela. Quase por instinto, ele ergueu a mão e tocou a campainha de emergência na cabeceira da cama. Em seguida, inclinou-se para segurar a mão dela, com o olhar fixo em sua testa franzida e a voz tensa:

— Está doendo muito, não está? Se quiser, pode me morder, talvez ajude a aliviar.

Isabela, suportando a dor, olhou para ele com impotência. Virou a cabeça para a enfermeira particular que aguardava ao lado e disse suavemente:

— Por favor, poderia me ajudar a trançar o cabelo?

A cuidadora respondeu prontamente:

— Claro, não se mexa, já vou fazer isso.

Enquanto isso, Tiago já tinha uma fina camada de suor na testa, e as costas de sua camisa estavam silenciosamente encharcadas. Era puro nervosismo.

Em poucos instantes, o médico e as enfermeiras chegaram apressados. Após o exame, o médico acenou para Tiago:

— Sr. Nunes, a bolsa estourou. A Sra. Isabela já pode ser levada para a sala de parto.

O pomo de adão de Tiago oscilou. Ele apertou a mão de Isabela com força, o suor em sua palma quase molhava a pele dela. Ele disse cada palavra com gravidade:

— Isabela, estou aqui. Aguente mais um pouco, estou com você o tempo todo.

— Nunca mais vou ter filhos...

Ele viu Isabela morder o lábio inferior de dor até sair um fio de sangue vermelho vivo. Seu coração parecia ter sido agarrado por uma mão invisível, doendo tanto que lhe faltava o ar.

A parteira orientava o ritmo da força ao lado, e Tiago gritava junto, repetidas vezes, com a voz ainda mais urgente que a de Isabela. Gotas de suor caíam de sua testa, tamborilando sobre o tecido da roupa estéril e abrindo pequenas manchas escuras.

— Respire... faça força...

Seguindo as orientações cada vez mais altas da parteira, Isabela reuniu o último resquício de suas forças e soltou um grito longo.

No segundo seguinte, um choro claro rompeu o silêncio da sala de parto, ecoando de repente.

Tiago congelou no lugar. Toda a força de seu corpo pareceu ser drenada num instante. Ele olhou atordoado para a enfermeira que segurava aquele bebê minúsculo e enrugado. Só quando ouviu a frase "Parabéns, Sr. Nunes, é uma menina, mãe e filha passam bem", a umidade acumulada por tanto tempo inundou seus olhos de uma só vez.

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