Os três entraram na sala de brinquedos, ampla e iluminada. Rita viu Isabela imediatamente, sorriu e veio ao seu encontro:
— Isabela, você gastou dinheiro de novo com a gente.
— A cunhada falando assim parece uma estranha — Isabela acenou com a mão sorrindo, e seu olhar pousou em Xavi, que se segurava na grade do cercadinho. Sua voz suavizou. — As coisas que você compra para o Seven no dia a dia é que são carinho de verdade.
Ela se abaixou e estendeu as mãos para o pequeno dentro do cercado:
— Xavi, vem aqui com a titia, vem?
Xavi ergueu o rostinho redondo, com olhos que pareciam uvas pretas brilhantes, como se realmente entendesse o que Isabela dizia. Sua boquinha formou um sorriso tímido com covinhas.
Ele tentou soltar a mãozinha que agarrava a grade com força. As perninhas curtas e gordinhas deram um passo trêmulo para fora. O corpinho oscilou, parecendo que ia cair no tapete macio a qualquer segundo, mas ele conseguiu dar um passo, dois passos, movendo-se firmemente em direção a Isabela.
Todos os presentes prenderam a respiração, os olhos fixos naquela pequena figura, incapazes de esconder o sorriso.
Só quando o pequeno se jogou nos braços de Isabela é que todos soltaram o ar em uníssono e riram.
Isabela segurou firme o corpinho macio, beijou a bochecha rosada dele e elogiou:
— Xavi é muito esperto! Já sabe andar sozinho!
Assim que falou, tirou dois envelopes vermelhos do bolso do casaco e os colocou nas mãozinhas gordinhas de Xavi.
Os envelopes pareciam festivos, mas dentro não havia dinheiro vivo, e sim dois cartões bancários finos.
— Feliz aniversário de um ano, Xavi — a voz de Isabela era gentil e sincera. — Que nosso Xavi tenha paz todos os anos e cresça forte.
Rita tentou impedir:
— Isabela, aquele conjunto de blocos que você deu antes já foi caro o suficiente, não podemos aceitar esses envelopes.
— Isso é um presente meu e do Tiago para o Xavi.
Isabela levantou-se com Xavi no colo, tocou a testa do pequeno com a ponta do dedo e brincou:
— Olha como o Xavi está cada vez mais a cara do irmão mais velho. Esses olhos e sobrancelhas são a mesma forma.
Rita riu e tocou de leve no narizinho do filho:
— Não é? Principalmente quando dorme, é uma miniatura dele.
Isabela riu junto. Xavi parecia gostar muito dela, estendeu os bracinhos gordinhos, abraçou o pescoço dela e deu um beijo estalado em sua bochecha, deixando uma marca de baba brilhante.
— Gosta tanto assim da titia? — Isabela provocou. — Então quer ir para casa com a titia? O irmão Seven brinca com você.
Mas o pequeno parecia ter entendido. Balançou a cabecinha freneticamente e estendeu as mãos na direção de Rita, resmungando algo, claramente pedindo pela mãe.
Isabela não conteve o riso e passou Xavi para o colo de Rita:
— Pequeno, mas esperto. Percebeu que eu ia raptá-lo e correu para pedir colo.
Rita abraçou o filho, com o olhar cheio de amor:
Seven franziu a testa, perguntando com seriedade:
— Então agora eu não posso saber?
Tiago riu da atitude de adulto dele e apertou sua bochecha macia:
— Mesmo se o papai explicar, talvez você não entenda, porque ainda é um pinguinho de gente.
Enquanto pai e filho conversavam, Xavi, segurando o selo, já havia se levantado cambaleante apoiado na mão de Rita.
Ele ergueu a cabecinha, olhou fixamente para Seven e balbuciou algo, como se estivesse chamando alguém.
Tiago percebeu a intenção do pequeno e colocou Seven no chão sorrindo.
Assim que tocou o chão, Seven foi abraçado por Xavi.
O pequeno ergueu o selo, abraçou a perna de Seven e tagarelou sem parar olhando para cima, mas ninguém conseguia entender seu "idioma de bebê".
Seven olhou para o baixinho agarrado à sua perna e suspirou resignado:
— Irmãozinho, não entendi nada do que você disse. Quando é que você vai aprender a falar?
Ao ouvir isso, todos na sala caíram na risada.
Xavi, ouvindo as risadas, também começou a gargalhar, balançando o corpinho ainda mais.

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