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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 490

Seven assentiu com força, o rostinho cheio de expectativa:

— Certo!

Depois do café da manhã, eles deixaram Jungfrau.

Foram diretamente para o próximo destino, Genebra.

Chegando a Genebra, descansaram por uma noite e, pela manhã, foram direto para as margens do Lago Genebra.

A névoa da manhã sobre o Lago Genebra ainda não havia se dissipado quando Tiago, de mãos dadas com Isabela, parou no píer de madeira à beira do lago.

Seven estava no colo da babá, envolto em um grosso casaco de plumas branco-creme, apontando com o dedinho para os cisnes que deslizavam sobre o lago à distância.

— Cisne! Podemos alimentar o cisne?

Paulo apontou para uma placa de aviso.

— Não pode alimentar. Os cisnes encontram sua própria comida na água.

Seven assentiu.

— Tudo bem. Quero alimentar depois.

Paulo concordou.

— Podemos!

Do outro lado,

— O vento está um pouco forte. — Tiago levantou a mão para ajeitar o cachecol de Isabela, seus dedos roçando casualmente o lóbulo da orelha dela, com uma temperatura fria. — Quer voltar para o carro?

Isabela balançou a cabeça, aconchegando-se ainda mais perto dele, o nariz roçando o perfume de pinho em seu casaco.

— Não estou com frio. Vamos voltar na primavera.

Quando ela virou a cabeça, seus cabelos roçaram o queixo de Tiago. Ele abaixou o olhar, que pousou nas bochechas avermelhadas dela, um sorriso sutil se espalhando em seus olhos. Ele a puxou para um meio abraço, protegendo-a do vento frio que soprava do lago.

— Certo.

Não muito longe, Paulo, com a câmera em mãos, discretamente virou a lente para o Mont Blanc ao longe e apertou o obturador, registrando a silhueta do casal abraçado contra a paisagem do lago e da montanha.

À tarde, a caminho de Interlaken, a neve do lado de fora da janela do carro começou a ficar mais densa.

Paulo estava ao lado, com uma garrafa térmica soltando vapor em uma das mãos e o celular na outra, atuando como fotógrafo improvisado.

Ao anoitecer, quando chegaram a Berna, as luzes da cidade antiga já estavam acesas.

Nas ruas de paralelepípedos, uma fina camada de neve havia caído, rangendo sob seus pés.

Tiago segurava a mão de Isabela, Paulo os seguia carregando várias sacolas, e a babá segurava Seven, que estava quase dormindo.

Passando por uma pequena loja que vendia chocolate quente, Tiago parou, comprou uma xícara para Isabela e escolheu um pedaço de bolo de nozes, entregando a ela:

— Prove.

Isabela deu uma mordida, e o sabor doce, mas não enjoativo, espalhou-se. Ela ofereceu uma colherada a Tiago, que se inclinou ligeiramente para aceitar, o carinho em seu olhar mais quente que o próprio chocolate.

À medida que a noite se aprofundava, o grupo se instalou em uma pousada na cidade antiga. Depois que Seven foi colocado para dormir pela babá, Isabela ficou encostada na janela, observando a neve. Tiago a abraçou por trás, o queixo apoiado na curva do pescoço dela:

— Está cansada?

— Nem tanto. — Isabela se virou para abraçá-lo de volta, o nariz roçando em seu suéter. — Hoje foi um dia muito feliz.

Tiago a beijou. Lá fora, a neve continuava a cair, e a luz quente de dentro da casa envolvia as silhuetas abraçadas do casal.

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