Seven assentiu com força, o rostinho cheio de expectativa:
— Certo!
Depois do café da manhã, eles deixaram Jungfrau.
Foram diretamente para o próximo destino, Genebra.
Chegando a Genebra, descansaram por uma noite e, pela manhã, foram direto para as margens do Lago Genebra.
A névoa da manhã sobre o Lago Genebra ainda não havia se dissipado quando Tiago, de mãos dadas com Isabela, parou no píer de madeira à beira do lago.
Seven estava no colo da babá, envolto em um grosso casaco de plumas branco-creme, apontando com o dedinho para os cisnes que deslizavam sobre o lago à distância.
— Cisne! Podemos alimentar o cisne?
Paulo apontou para uma placa de aviso.
— Não pode alimentar. Os cisnes encontram sua própria comida na água.
Seven assentiu.
— Tudo bem. Quero alimentar depois.
Paulo concordou.
— Podemos!
Do outro lado,
— O vento está um pouco forte. — Tiago levantou a mão para ajeitar o cachecol de Isabela, seus dedos roçando casualmente o lóbulo da orelha dela, com uma temperatura fria. — Quer voltar para o carro?
Isabela balançou a cabeça, aconchegando-se ainda mais perto dele, o nariz roçando o perfume de pinho em seu casaco.
— Não estou com frio. Vamos voltar na primavera.
Quando ela virou a cabeça, seus cabelos roçaram o queixo de Tiago. Ele abaixou o olhar, que pousou nas bochechas avermelhadas dela, um sorriso sutil se espalhando em seus olhos. Ele a puxou para um meio abraço, protegendo-a do vento frio que soprava do lago.
— Certo.
Não muito longe, Paulo, com a câmera em mãos, discretamente virou a lente para o Mont Blanc ao longe e apertou o obturador, registrando a silhueta do casal abraçado contra a paisagem do lago e da montanha.
À tarde, a caminho de Interlaken, a neve do lado de fora da janela do carro começou a ficar mais densa.
Paulo estava ao lado, com uma garrafa térmica soltando vapor em uma das mãos e o celular na outra, atuando como fotógrafo improvisado.
Ao anoitecer, quando chegaram a Berna, as luzes da cidade antiga já estavam acesas.
Nas ruas de paralelepípedos, uma fina camada de neve havia caído, rangendo sob seus pés.
Tiago segurava a mão de Isabela, Paulo os seguia carregando várias sacolas, e a babá segurava Seven, que estava quase dormindo.
Passando por uma pequena loja que vendia chocolate quente, Tiago parou, comprou uma xícara para Isabela e escolheu um pedaço de bolo de nozes, entregando a ela:
— Prove.
Isabela deu uma mordida, e o sabor doce, mas não enjoativo, espalhou-se. Ela ofereceu uma colherada a Tiago, que se inclinou ligeiramente para aceitar, o carinho em seu olhar mais quente que o próprio chocolate.
À medida que a noite se aprofundava, o grupo se instalou em uma pousada na cidade antiga. Depois que Seven foi colocado para dormir pela babá, Isabela ficou encostada na janela, observando a neve. Tiago a abraçou por trás, o queixo apoiado na curva do pescoço dela:
— Está cansada?
— Nem tanto. — Isabela se virou para abraçá-lo de volta, o nariz roçando em seu suéter. — Hoje foi um dia muito feliz.
Tiago a beijou. Lá fora, a neve continuava a cair, e a luz quente de dentro da casa envolvia as silhuetas abraçadas do casal.

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