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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 489

Tiago subiu as escadas na ponta dos pés e trancou a porta ao entrar.

Ele tirou o casaco e sentou-se em silêncio na beira da cama por um momento antes de levantar o edredom e deitar-se, puxando Isabela para seus braços com cuidado.

Isabela franziu a testa, a voz rouca de quem acabara de acordar, e perguntou, sonolenta:

— E o Seven?

— Está lá embaixo, com o Paulo e a Zara. — Tiago abaixou a cabeça e roçou o topo do cabelo dela, sua voz muito suave. — Durma mais um pouco.

Mas Isabela virou-se de costas para ele.

— Pode dormir você. Eu já perdi o sono.

Tiago não aceitou, esticou o braço e a puxou de volta para seu abraço, o queixo apoiado na curva do pescoço dela, a respiração quente.

— Fique comigo um pouco.

Isabela empurrou o peito dele com a mão, em um tom de reprovação carinhosa:

— Não brinque. Tenho medo de que a gente se empolgue demais.

Tiago riu baixo, seus lábios finos tocaram a testa lisa dela, o tom com um toque de sedução preguiçosa:

— Medo de quê? Estou aqui, à sua disposição a qualquer momento.

Assim que terminou de falar, inclinou-se novamente e beijou sua testa.

— Estou falando de você se empolgar demais. — Isabela levantou a mão, a ponta dos dedos deslizando suavemente pela barba por fazer no queixo dele, e não pôde deixar de resmungar: — Espeta.

Ao ouvir isso, Tiago segurou a mão dela que o provocava, afagando-a suavemente na palma da sua.

Mas Isabela se soltou, e seus dedos mais uma vez o tocaram, acariciando-o suavemente, enquanto ela murmurava em voz baixa:

— É dura.

A garganta de Tiago se moveu, sua mão pressionou a cintura dela, puxando-a com um pouco mais de força para si, a voz alguns tons mais grave, com um sorriso velado:

— Não é só aqui que está duro.

Os dedos de Isabela congelaram de repente, e ela os recolheu como se tivesse se queimado, falando com uma leve gagueira:

— Você... vá resolver isso no banheiro. Eu vou me levantar.

Mas Tiago a segurou com firmeza, sem deixá-la se mover, seu tom persuasivo:

— Só uma vez, meu bem. Daqui a pouco ainda temos que sair.

— Suas promessas na cama não valem nada.

— Fique longe de mim, não me atrapalhe.

Mas Tiago não a soltou. Em vez disso, pegou uma toalha ao lado, com um tom sério:

— Fique quieta, não se mova. Agora é minha vez de cuidar de você.

Vinte minutos depois, os dois desceram as escadas lado a lado.

Na sala, Seven estava com um livro de ilustrações, lendo em voz alta e infantil para Paulo e Zara.

O menino já estava aprendendo a soletrar as palavras com certa habilidade, mas sua velocidade era um pouco lenta, lendo palavra por palavra, com extrema seriedade.

Ao ver os dois descerem, Seven imediatamente largou o livro, seus olhos brilharam, e ele chamou com uma voz clara e vibrante:

— Papai, mamãe, bom dia! Eu já tomei café da manhã com o Senhor Paulo e a Zara!

Os dois responderam com um sorriso:

— Bom dia.

Tiago se aproximou, afagou o cabelo macio do filho e acrescentou:

— Depois que o papai e a mamãe terminarem o café da manhã, vamos te levar para ver a neve em outro lugar.

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