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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 482

No dia seguinte, Isabela acordou com o dia já claro; eram 11 da manhã.

Sem a obrigação de trabalhar, ela voltou à sua antiga rotina, dormindo de madrugada e acordando ao meio-dia.

Ao abrir os olhos, deparou-se com uma paisagem prateada do lado de fora. Flocos de neve ainda caíam suavemente, cobrindo os galhos com uma espessa camada branca. Olhando para aquela brancura, ela suspirou.

— O ano novo está chegando... como o tempo passa rápido.

Depois de um tempo divagando, ela se levantou lentamente, fez sua higiene e foi direto para o escritório.

Tiago estava sentado à mesa, lendo documentos. Ao ouvir os passos, ele ergueu a cabeça, seu olhar suavizando instantaneamente.

— Acordou?

— Estou com fome. Cozinhe capeletti para mim. — Isabela aproximou-se dele e, após uma pausa, perguntou com uma sobrancelha arqueada: — Você sabe cozinhar?

Tiago levantou-se, foi até ela e afagou seus cabelos, a voz com um toque de riso.

— Se não sei, posso aprender. Ou você pode me ensinar.

— É muito simples. Coloque os capeletti na panela com a água ainda fria. Espere a água ferver, adicione um pouco de água fria e, quando ferver de novo, pode tirar.

Isabela explicou, contando nos dedos, e depois olhou para ele.

— Memorizou?

— Memorizei. — Tiago inclinou-se e depositou um beijo em sua testa. — Vá para a sala e espere. Ficará pronto em breve.

— Espere, e o celular? — Isabela de repente se lembrou de algo e puxou a manga da camisa dele. — Quero ver o Seven.

Tiago tirou o celular do bolso, desbloqueou-o, abriu a galeria de fotos e entregou a ela.

— Belinha mandou um vídeo hoje de manhã. Não ligue por vídeo, senão ele vai ver você e começar a chorar, querendo voltar.

— Você faz isso de propósito, não quer que ele volte — disse Isabela, repreendendo-o com a boca, mas seus olhos já estavam grudados na tela.

Tiago sorriu, impotente, e a abraçou suavemente por trás.

— Ele está se divertindo muito na mansão antiga.

— Você quer dizer que, se ele voltar, não vai ficar feliz? — Isabela virou-se para encará-lo, mas sem raiva em sua voz.

— Claro que ele ficará feliz se voltar. — Tiago sussurrou perto de sua orelha, o hálito quente. — Mas eu quero passar um tempo a sós com você.

O olhar de Isabela pousou no vídeo, na pequena figura enrolada como um pacotinho, correndo atrás dos flocos de neve. Um sorriso inconsciente surgiu em seus lábios. Ela afastou a mão dele com um tapinha.

— Não, tenho medo do frio. — Isabela recolheu a mão e fechou a janela firmemente. — Só olhar assim está bom.

Tiago se inclinou e a pegou no colo com facilidade.

— Então, que tal uma soneca no quarto?

— Não quero dormir. — Isabela passou os braços ao redor de seu pescoço e esfregou a cabeça em seu ombro. — Eu vou pintar. No escritório.

— Pintar? — Tiago não parou de andar, olhando para ela. — Pintar essa paisagem de neve?

Isabela ergueu a mão e desenhou círculos em seu peito quente, um sorriso nos lábios.

— O quê, quer que eu pinte um quadro seu também?

— Falamos sobre isso quando eu estiver de bom humor — disse ela, imitando seu jeito habitual, com o queixo erguido de forma arrogante.

No escritório, Tiago notou imediatamente o cavalete montado perto da janela.

Ele a colocou cuidadosamente no sofá, seus dedos acariciando sua bochecha.

— Não está de bom humor agora? Então, o que eu preciso fazer para te deixar de bom humor?

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