Isabela olhou para ele, um sorriso suave nos olhos.
— Isso vai depender do seu desempenho.
Os ombros tensos de Tiago relaxaram instantaneamente, e o coração, que parecia suspenso, voltou ao lugar. Ele riu baixo e respondeu prontamente:
— Certo.
Sem esperar mais, ele pegou a mão dela e deslizou o anel firmemente em seu dedo anelar.
Isabela balançou o anel no dedo.
— Eu nem disse que sim, por que você já colocou em mim?
— Apenas uma pré-reserva. — Tiago se levantou, puxando-a para um abraço. Ele retirou o casaco de pele dos ombros dela e o jogou no sofá.
Ele se inclinou e beijou seus lábios, um toque leve e provocante antes de se afastar.
Isabela o encarou, compreendendo tudo de repente, e cutucou seu peito com um ar de reprovação.
— Deixar o Seven na mansão antiga foi por causa disso?
— Essa é apenas uma pequena parte do motivo. — Tiago riu, seus dedos acariciando o lóbulo da orelha dela, os olhos cheios de ternura. — O principal é que eu queria ter um tempo a sós com você, um mundo só nosso.
Então, ele pegou a mão dela novamente, apresentou o anel masculino que estava na caixa e pediu que ela o colocasse em seu dedo.
— Você não tem mãos? Além disso, eu ainda não aceitei. — Isabela recolheu a mão.
Tiago segurou seu pulso, com uma indulgência quase infantil.
— Quero experimentar primeiro como é usá-lo.
Antes que Isabela pudesse protestar, ele usou a mão dela para colocar o anel em seu próprio dedo anelar.
— Você é mesmo um cara de pau — disse Isabela, repreendendo-o, mas seus olhos passearam pelas pétalas no chão. De repente, lembrou-se de algo e o advertiu: — Ah, coloque aquelas caixas de capeletti na geladeira. Lembre-se de colocar no freezer.
— Entendido — respondeu Tiago, indo para a cozinha.
Isabela sentou-se no sofá, o olhar fixo em um porta-retrato na parede. Era uma foto dela e de Seven em um parque de diversões, ambos sorrindo abertamente.
Ela passou os dedos suavemente sobre o vidro do porta-retrato e perguntou casualmente:
— Ficou muito boa. Foi você quem tirou?
Tiago, depois de guardar os capeletti, voltou com um copo de água morna, entregando-o a ela e respondendo em voz baixa:
— Sim, fui eu.
Isabela bebeu um pouco de água e, animada, estendeu a mão para ele.
Isabela se esfregou em seu queixo, a voz suave como a de uma criança.
— Vamos ver. Ainda não pensei tão longe.
A noite da madrugada era densa como tinta. Tiago apertou a pessoa em seus braços.
Os cantos dos olhos de Isabela estavam avermelhados, e sua voz, rouca e sussurrada.
— Está nevando lá fora. Quer se levantar para ver? — ele inclinou a cabeça, os lábios roçando o topo do cabelo dela, a voz incrivelmente gentil.
Isabela se aninhou ainda mais em seus braços, encontrando a posição mais confortável, e resmungou preguiçosamente:
— É só neve. Na Suíça neva todo inverno, o que tem de tão especial para ver?
Tiago riu baixo e concordou com um “é verdade”. Sua mão grande e de nós bem definidos cobriu a dela, os dedos acariciando-a suavemente.
— Com sono?
— Não — Isabela balançou a cabeça, mas beliscou de leve o dorso da mão dele, a voz com uma queixa dengosa. — Estou cansada. Você é uma besta.
Tiago riu, virando-se para envolvê-la ainda mais em seus braços, o hálito quente soprando em sua orelha com uma ambiguidade perigosa:
— Besta? Se eu agisse como uma besta de verdade, a essa hora, a noite ainda não teria acabado.

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