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A Esposa Desaparecida romance Capítulo 479

Ao cair da noite, Salvador Nunes voltou para a mansão antiga. Seven, como um pequeno coala grudento, pulou nele assim que o viu — afinal, Salvador sempre contava histórias novas que não estavam nos livros.

Com Belinha e Salvador na mansão para acompanhar Seven, o coração de Isabela ficou um pouco mais tranquilo.

O carro parou na casa de Estela. O casal estava sozinho em casa, pois os filhos tinham ido para a casa dos avós.

Assim que entraram, o olhar de Estela varreu o espaço atrás dos dois, e ela perguntou casualmente:

— E o Seven?

— Ficou na mansão antiga — respondeu Isabela, com indiferença.

Estela arqueou uma sobrancelha, seus olhos passando de um para o outro, e sorriu com malícia.

— Oh, o pequeno não está... então vocês reservaram um tempo especial para um momento a sós?

Isabela olhou para ela. Queria dizer que Belinha ia ficar com Seven para ensiná-lo a ler, mas, ao pensar no passado de Belinha e no desconforto que Estela sentia, preferiu não dizer nada.

— Tome, pegue. — Estela tirou algumas caixas de capeletti, com um sorriso largo. — Minha mãe que fez. Pedi para ela colocar um pouco a mais para vocês, o suficiente para encher a barriga nos próximos dias. Afinal, vocês vão gastar bastante energia.

— Estela... — Isabela a olhou, exasperada. — Quer dizer que, com as crianças fora, você também se soltou?

Estela se aproximou, baixou a voz, e disse em tom de zombaria:

— Finalmente você entendeu? Nesses três dias antes do Ano Novo, sem o Seven por perto, receio que você não vá conseguir sair da cama.

Aquelas palavras foram como uma revelação para Isabela.

Que ensinar a ler, que treinar a independência... tudo não passava de desculpas de Tiago!

Ela se virou abruptamente e lançou um olhar furioso para Tiago, que conversava tranquilamente com Enrique. Seus olhos estavam cheios de acusação.

Estela aproveitou a oportunidade para colocar as quatro caixas de capeletti em uma sacola e entregou a ela.

— Pegue, é tudo para vocês.

— É demais, duas caixas são suficientes — disse Isabela, sentindo o peso das caixas em suas mãos.

Estela acenou com a mão, com um sorriso astuto.

— Não se preocupe, depois peço para minha mãe fazer mais. Vão logo para casa, não percam tempo aqui.

Isabela segurava os capeletti, sem saber se ria ou chorava.

— Acabei de chegar e você já está me expulsando?

Ao chegarem em casa, Isabela mal acendeu a luz do hall de entrada e uma luz quente se espalhou pela sala, revelando uma cena deslumbrante.

As cortinas de voal bege estavam cuidadosamente presas nas laterais das janelas de vidro, que eram contornadas por um cordão de luzes quentes e delicadas. Os pontos de luz caíam como uma cortina de estrelas que respirava.

No chão, pétalas de rosas vermelhas e brancas formavam um caminho sinuoso, que ia da entrada até um tapete de veludo branco no centro da sala. As pétalas ainda tinham pequenas gotas de orvalho, como se tivessem sido espalhadas com esmero naquele instante.

No centro do tapete, um vaso de vidro transparente abrigava um buquê de suas rosas champanhe favoritas. O aroma rico se misturava a um perfume sutil de ambiente, doce na medida certa.

Na parede atrás do sofá, havia uma coleção de fotos que Tiago havia guardado secretamente: seu perfil enquanto dormia, o sorriso em seus olhos ao brincar com Seven, algumas fotos dela trabalhando, e outras mais antigas. Em cada uma delas, ela parecia vibrante e cheia de vida.

No canto de cada foto, uma pequena frase estava escrita com uma caneta preta. Ao lado da foto mais proeminente, a caligrafia era tão terna que quase transbordava: 【Isabela, juntei tantos momentos seus e do Seven, na esperança de formar uma vida inteira.】

No canto da sala, um piano de cauda preto. Sobre a tampa, uma caixa de veludo, banhada pela luz da lua que entrava pela janela, criando um halo suave.

Isabela parou no meio da sala, olhando atônita para as pétalas de rosa espalhadas pelo chão, sem conseguir reagir.

Até que Tiago pegou a caixa de veludo do piano, ajoelhou-se diante dela e abriu a tampa delicadamente.

O anel de diamante brilhava sob a luz quente. Sua voz, grave e solene, ressoou em seu coração, palavra por palavra:

— Isabela, case-se comigo de novo.

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