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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 24

- Deseja que Jorel retorne para Noriah Norte, senhor Clifford?

- Eu...

Antes que eu concluísse a resposta, a porta se abriu e vi Olívia se materializando na minha sala.

- Oi, marido! – Ela carregava aquele sorriso que me fazia tentar entender o que era a felicidade, que há muito tinha me sido tirada... Pelo pai dela.

Vestia uma calça preta larga, de tecido encorpado e camisa branca normal. No primeiro botão da camisa, próximo da gola, um laço vermelho com azul marinho enfeitava e dava uma cor sóbria ao look, enquanto o sapato tinha os mesmos tons do laço. Os cabelos estavam soltos, como sempre.

Por que porra ela estava vestindo algo normal? As roupas coloridas eram só para me irritar?

- O que faz aqui? – Levantei, não contendo a minha fúria.

Tinha uma pessoa que eu detestava mais que Jorel no momento. Era a fã dele, com a qual eu tive que casar.

Sem cerimônia ela veio até mim, ficou na ponta dos pés e deu-me um beijo na bochecha, que limpei imediatamente, sentindo-me corar ao ver que Ingrid observava tudo, talvez tão estupefata quanto eu. Sentou-se na cadeira à minha frente, com as pernas cruzadas e retirou um bloquinho de anotações da pasta preta que carregava:

- Precisamos falar sobre negócios, amor.

Amor? Ela disse “amor”? Não, ela não disse aquilo. Eu ouvi mal. Teria que mandar Ingrid marcar um otorrino urgentemente para mim. Estava com sérios problemas de audição.

- Senhor Clifford, se precisar de alguma coisa, me chame.

Não, Ingrid, não vá! Não me deixe aqui com esta moça doente que se diz minha esposa! Ela tem um curto circuito no cérebro e dificuldade de compreensão. Chuchu não entendeu que não somos um casal... E que jamais seremos.

Sentei-me, ainda tentando assimilar o que Olívia estava fazendo ali, sem sequer me comunicar. Entrou sem ser anunciada. Como acessou a empresa? Quem lhe deixou subir ao último andar? Eu mandaria demitir todas as pessoas com as quais ela falou para chegar ali.

- Você não deveria ter me deixado sozinha ontem, Gabe.

- Eu não lhe devo satisfações.

- Sim, deve. Somos casados.

- Isto é só no papel. Que parte você não entendeu?

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