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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 22

Assim que despertei demorei um pouco para assimilar onde estava. Ah sim, eu havia casado com Gabe Clifford, um homem lindo, dono dos mais belos olhos azuis que já tive o prazer de ver e ele saiu na nossa noite de núpcias, me deixando a sonhar com a tão desejada “foda”.

Olhei para o lado e avistei o porta-retrato com a foto de Jorel Clifford e eu, sorrindo felizes num cruzeiro.

- Bem que poderia ter sido nós dois, não é irmão Clifford mais novo? Acho que teríamos nos dado bem – alisei o rosto dele, sempre com aquele sorriso incrível – Prometo fazer o possível para não odiar o seu irmão. Eu jurei para mim mesma que nunca mais desejaria nada de ruim a ninguém depois que saísse do inferno. E Deus me ouviu e me fez chegar na casa do meu pai! Não posso quebrar meu juramento.

Espreguicei-me e olhei a aliança no meu dedo, retirando-a e tentando ler o nome que estava ali dentro. Só para ter certeza, pus minhas lentes e confirmei que estava casada com Gabe, mas carregava uma aliança com o nome do irmão dele. Aquilo era bem estranho. Mas... Se meu marido não se importava, quem era eu para me importar?

Talvez Gabe me propusesse um casamento aberto. E se fizesse aquela proposta eu aceitaria? Não sei. Talvez devesse pensar melhor a respeito. E nesta liberdade que ele talvez estivesse pensando será que eu poderia transar com Jorel?

Espreguicei-me de novo, sem pressa, medi minha glicose, que estava alta, e desci para aplicar a insulina e fazer a desjejum. E para minha surpresa tinha alguém na cozinha: uma mulher de uns 50 anos, usando um uniforme preto.

- Você é a cozinheira? – perguntei, abrindo a geladeira e pegando minha caneta para aplicação da insulina – Sou Olívia, esposa de Gabe.

- Eu sou a arrumadeira – ela sorriu – Não há cozinheira na casa. Quando há algum jantar ou almoço, o que é bem raro, o senhor Clifford contrata algum chef famoso.

- E quem compra a comida?

- Eu... Não sei, senhora Clifford.

- Pode me chamar de Olívia. Nem eu me acostumei ainda com este sobrenome. Casamos ontem. – Expliquei, levantando a blusa e aplicando a insulina na barriga.

- Isto... Dói?

- Não... Já acostumei. – Sorri, tentando deixá-la segura e tranquila.

Abri as gavetas e não tinha quase nada para comer.

- Acho que meu marido quer que eu morra de fome – suspirei, chateada – Preciso comer de 3 em 3 horas e alimentos bem específicos. Gabe não se deu conta disto. Mas até entendo... Ele é um homem muito ocupado. Como teria tempo de se preocupar com minha diabetes?

A mulher me olhou, franzindo a testa:

- Posso arrumar a suíte de vocês?

Peguei um pacote de aveia e observei a validade. Estava vencido há dois meses. Joguei no lixo.

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