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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 18

Achei que Olívia Palito poderia dar para trás, fugir, se recusar porque era eu que estava ali. Mas ela não o fez. Seguiu sorrindo, como se fosse o dia mais feliz de sua vida.

Seus olhos castanhos se destacavam sob a maquiagem. Os cílios estavam ainda mais espessos e curvados do que da última vez que a vi. E os lábios pareciam ainda maiores cobertos com um tom cintilante. Ela poderia facilmente estar feia. Mas não estava... Mesmo com vestido roxo e o ridículo véu verde.

Assim que ela e o pai chegaram até mim, avisei:

- Surpresa! Mudança de planos!

- Bem que eu vi... Meu noivo ficou incrivelmente mais baixo... E menos lindo! – ela me olhou e fez careta.

Eu ri. A dobraria, a faria ajoelhar-se aos meus pés. A faria chorar lágrimas de sangue. E em troca ela me daria a vida do seu papai.

- Que bom que somos um casal que combina, já que você é a noiva mais horrível que já vi na vida!

- Onde está o noivo? – Ernest perguntou – Eu jamais entregaria minha filha a você.

- Se não me entregá-la, ficará sem ter onde morar.

- Prefiro ir para debaixo de uma ponte e ver meu Coração casar com você, Gabe Clifford. – Puxou a mão da filha, levando para trás de si.

- A escolha é sua, Ernest. Aliás, vamos parar com estas formalidades. Já posso chamá-lo de “papai”?

- Só quando eu estiver morto.

- Espero que seja logo. Estou ávido por orar no seu túmulo, junto de minha horrorosa esposa!

- Dobrará sua língua, Clifford, nem que seja a última coisa que eu veja na vida. Coração não tem raiva para dar... Ela é só amor!

Olhei para a noiva cadáver, que parecia estar tranquila, mesmo com toda aquela porra ao redor. Trocar de noivo para ela foi como escolher entre um Rolls-Royce Boat Tail ou um Bugatti La Voiture Noir... Ou seja, tanto fazia, ambos eram espetaculares.

POV OLÍVIA

- Papai, vamos terminar logo isto! – saí de trás dele. Eu não precisava de proteção. Pelo contrário, quem precisava era Gabe Clifford.

Eu tinha intenção de mudar Jorel, porque gostava dele, tinha uma paixão platônica de anos. Mas Gabe Clifford! Eu não sabia ao certo se sentia por ele algo além de pena. E no sentido literal. Sabia que por trás daquele homem inescrupuloso havia um coração. Eu só precisava encontrá-lo. E depois de curado das feridas do passado, ele poderia seguir em frente. E perdoar meu pai pelo que quer que tivesse acontecido.

Quanto a mim? Estaria livre, finalmente. E talvez até pudesse casar com Jorel Clifford.

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