"Tudo bem."
Depois de desligar o telefone, Sílvio saiu dirigindo do grupo empresarial.
Ao chegar na creche, outro Ferrari branco já estava estacionado ali.
Rafael Ferreira estava apoiado no capô do carro; ao ver Sílvio, assentiu levemente: "Diretor Henriques, quanto tempo."
Sílvio estava mais cordial do que nunca: "Parece que os negócios da N-LINK não vão muito bem ultimamente, já que você conseguiu ficar tanto tempo no Brasil."
Rafael sorriu de leve: "Vou esperar o experimento da Sabrina terminar antes de voltar."
Após uma breve pausa, comentou como se fosse por acaso: "Afinal, quando Sabrina estava no exterior, ela me ligava todos os dias perguntando sobre o Bryan. Claro... toda noite também se despedia de mim antes de dormir."
Ao ouvir a última frase, o desconforto no peito de Sílvio aumentou instantaneamente: "Não me admira que você queira disputar a guarda do Bryan; então o objetivo é usar o filho para prendê-la ao seu lado?"
Rafael deu outro golpe certeiro no coração de Sílvio: "Sim, se meu filho consegue mantê-la por perto, é mérito dele."
Com uma única frase, Sílvio ficou sem palavras, o rosto ficando lívido.
Talvez antes ele ainda tentasse argumentar, mas agora... parecia que não fazia mais sentido.
Se Rafael realmente pudesse deixar de lado o ódio pela Família Henriques e se dedicar de coração à Carla, ele deveria se sentir grato, deveria abençoá-los.
Nesse momento, as aulas na creche terminaram.
Bryan Nobre saiu e, naturalmente, pegou a mão de Rafael: "Papai!"
Ao ver Sílvio ao lado, cumprimentou educadamente: "Boa tarde, Sr. Henriques."
Sílvio assentiu com alguma dificuldade, levantando a mão para acenar para o menino, observando pai e filho se afastarem.
Em seguida, Patrick Henriques também saiu, aproximando-se de Sílvio. Os grandes olhos do menino brilharam por um instante: "Papai."
"Hum."
Sílvio passou a mão pela cabeça do filho e percebeu um arranhão fresco no braço dele.
"O que aconteceu?"

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