Carla soltou um resmungo frio.
"Você está com a respiração superficial, suas costelas estão impedidas de expandir, seus pulmões… também apodreceram!"
"???"
"Suas pupilas estão dilatadas, não é só raiva, é também sinal de uma contração violenta dos vasos sanguíneos; seu coração negro… também entrou em falência!"
"Você… você…"
Valentim apontou para ela, os dedos tremendo, um nó de ar preso no peito, incapaz de formar uma frase completa.
O olhar gélido de Carla captou todo o estado deplorável dele; sua voz, incrivelmente calma, fazia arrepiar até o couro cabeludo:
"Seus movimentos rígidos indicam bloqueio dos meridianos, seus traços desalinhados revelam falência dos órgãos; sua respiração entrecortada significa desequilíbrio entre yin e yang."
"Esses são conhecimentos profundos da nossa cultura de medicina tradicional brasileira. Segundo a nossa medicina tradicional, você… está prestes a morrer!"
"Três…"
Valentim pressionou o peito com força.
"Dois…"
Seu corpo começou a tremer sem controle.
"Um."
No momento em que o último som de Carla ecoou—
"¡Pum!"
O corpo de Valentim tombou pesadamente para trás.
Ninguém ao redor, por mais apressados que estivessem, conseguiu segurá-lo!
Aquele que comandou metade do império de joias do norte europeu, que deteve ao longo da vida a máxima autoridade da Família Franco, tombou diante de todos, no salão da feira de pedras preciosas que havia construído, e morreu sufocado!
Sem a proteção de Valentim, o velho mordomo que o acompanhara por tantos anos caiu de joelhos imediatamente.
Baixando a cabeça diante de Carla, suplicou: "Senhorita, tenha piedade! Eu conto tudo, eu conto tudo!"
Aterrorizado, o mordomo acreditava que Lílian retornara dos mortos para buscar vingança, e diante de todos no salão, acabou por revelar todos os crimes de Valentim.

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