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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 35

A noite já tinha engolido a cidade quando Liana entrou no carro preto.

Era um daqueles carros grandes, silenciosos demais, que pareciam deslizar pela rua em vez de rodar sobre o asfalto. O motorista abriu a porta com respeito, sem perguntas, sem comentários, ela entrou, encostou a cabeça no banco e soltou o ar devagar.

O dia tinha sido longo demais.

Pesado demais.

E mesmo ali, com o céu escuro, voltando para a alcateia, ainda se lembrava das palavras de Anton e aquele nome ainda ecoava em sua cabeça.

Celeste…

Quando o carro começou a se afastar, Liana olhou pela janela, vendo a padaria ficar menor, as luzes quentes diminuindo até virarem apenas um ponto na escuridão.

***

Babi ficou por último, como sempre.

O senhor Dutran já tinha ido embora, as luzes principais estavam apagadas, restando apenas a iluminação amarelada atrás do balcão. O cheiro de café velho misturado com pão ainda pairava no ar, familiar, reconfortante.

Ela trancou a caixa registradora, passou o pano pela última vez no balcão e foi até a porta, puxando a grade de ferro para baixo e empurrando para fechar e finalmente ir embora.

Mas um pé surgiu no meio do caminho, impedindo o fechamento.

— Ei! — Babi reclamou na hora. — Tá fechado, não tá vendo não?

Ela puxou a grade com força de novo.

— Eu vi — uma voz grave respondeu.

Babi levantou o rosto pronta para xingar e congelou.

Mason entrou antes que ela pudesse reagir. Parecia alto demais para aquele espaço pequeno, ombros largos demais, presença grande demais para uma padaria vazia no fim da noite. Usava uma jaqueta escura, o rosto sério, os olhos atentos demais para alguém que só “queria conversar”.

— Você tá maluco? — ela disparou. — Eu já falei que tá fechado!

— Isso já escutei — respondeu, fechando a porta atrás de si. — Eu vim te ver.

— Pois eu não quero te ver — Babi rebateu, cruzando os braços. — Você é um doido, um sequestrador, devia tá trancando, sei lá, num hospício!

Mason inclinou a cabeça, analisando-a.

— Tem certeza? — provocou.

— Absoluta — ela respondeu. — Agora vai embora.

Ele não foi, ao contrário, deu um passo à frente.

— Você devia chamar a polícia — ele disse, baixo. — Gritar, mandar eu sair, já que eu sou… Como você disse mesmo? Um psicopata maluco.

— Eu tô mandando — ela retrucou. — SAI!

Mason sorriu de canto.

— E por que não sai correndo, então?

A pergunta atingiu fundo demais.

— Porque eu não tenho medo de você — Babi respondeu rápido demais.

Os olhos dele escureceram.

— Sério? Que bom então — ele murmurou.

Antes que ela pudesse reagir, Mason encurtou a distância. A mão grande se fechou na cintura dela, firme, possessiva, puxando-a contra o corpo dele com um movimento rápido.

— ME SOLTA! — ela reagiu, empurrando o peito dele com força.

— Cala a boca — ele murmurou, não como ordem… mas como um pedido rasgado de desejo.

E então a boca dele encontrou a dela.

Não foi um beijo, foi um ataque. Quente. Intenso. Faminto. Como se ele tivesse esperado por aquilo há tempo demais.

Babi tentou resistir, tentou lembrar por que ele era um problema, por que ela devia mandar ele embora… mas foi só sentir a língua dele invadir a dela, exigente, dominadora, que a resistência foi pro caralho.

As mãos dela agarraram a jaqueta dele, os dedos se fechando com força enquanto a língua respondia à dele num ritmo desesperado.

O corpo dela explodiu em sensações.

Tesão puro.

Cru.

Cruel.

— Eu te odeio — ela murmurou contra a boca dele, com a respiração já falhando.

— Não odeia — Mason respondeu, a voz rouca, a boca quente lambendo o canto dos lábios dela. — Odeia o que sente. Eu odeio também, relaxa.

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