Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 94

“Lucas Sinclair”

Acordo devagar, com a luz suave da manhã entrando pelas frestas da cortina.

Viro a cabeça para o lado e encontro Ivy dormindo ao meu lado, completamente relaxada. Os cabelos ruivos estão espalhados pelo travesseiro, o rosto tranquilo, os lábios entreabertos.

Linda demais.

Normalmente, a essa hora, eu já estaria de pé. Café forte, sem açúcar, na mão; checando e-mails, revisando meus compromissos do dia, planejando reuniões. Depois, uma hora de exercícios para descarregar a tensão acumulada.

Sempre foi assim. Uma rotina rígida, controlada, sem espaço para… ficar parado, apenas observando alguém dormir.

Mas com Ivy tudo é diferente.

Me permito relaxar. Me permito apenas estar aqui, sem pressa, sem obrigações.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, quero aproveitar o momento.

Sorrio de leve, sentindo algo estranho no peito. Algo que não sinto há muito tempo.

Paz.

Mas, claro, a paz dura pouco.

Ouço passos rápidos no corredor e meu corpo entra em alerta.

Oliver.

Antes que eu possa reagir, a maçaneta gira e a porta treme.

— PAPAI! — ele grita do outro lado, socando a porta. — A IVY SUMIU DE NOVO! ELA NÃO TÁ NO QUARTO DELA!

Ivy acorda assustada, olhando ao redor, confusa.

— O que… — ela começa, ainda sonolenta.

— Oliver — sussurro, apontando para a porta.

Ivy me olha e arregala os olhos, percebendo a situação. Ela está nua. Eu estou nu. Oliver está do outro lado da porta.

Merda.

— PAPAI!

Ela puxa as cobertas até o queixo, enquanto eu pulo da cama, pegando a calça do chão e vestindo-a às pressas.

— Já vou, campeão! — grito de volta, abotoando a calça enquanto vou até a porta.

Respiro fundo e abro a porta.

Oliver está parado no corredor, com os olhos vermelhos e o rosto molhado de lágrimas.

— A Ivy sumiu de novo, papai — ele soluça. — Eu procurei no quarto dela, mas ela não tava lá!

— A Ivy não sumiu — interrompo, abrindo a porta um pouco mais para que ele a veja. — Ela está aqui.

Oliver enxuga o rosto, estica o pescoço e vê Ivy sentada na cama, enrolada nas cobertas, com o rosto vermelho.

— Oi, astronauta — ela diz, sorrindo sem graça. — Desculpa te assustar.

Oliver me olha, depois olha para Ivy, depois para mim de novo.

— O que você tá fazendo aqui, Ivy? — pergunta, franzindo as sobrancelhas.

— Eu… — ela hesita, mordendo o lábio. — Estava muito frio no meu quarto e… vim aqui buscar mais cobertas. Mas seu pai só tinha uma, então… dividimos.

Oliver continua me encarando, claramente tentando entender.

— Tá — diz, devagar. — Mas por que você tá só de coberta?

Ivy fica ainda mais vermelha.

— Porque… é mais quentinho assim? — tenta, mas a voz sai pouco convincente.

Passo a mão pelo rosto, tentando não rir.

— Oliver, desce e espera a gente na sala, tá bom? — digo, colocando a mão no ombro dele. — Já vamos descer.

— Tá bom — ele murmura, ainda confuso, mas obedece.

Assim que ficamos sozinhos, Ivy solta o ar e se j**a de costas na cama, cobrindo o rosto com as mãos.

— Meu Deus — ela murmura. — Isso foi horrível.

— Horrível foi sua desculpa — respondo, me sentando na beirada da cama. — “Estava muito frio”. Sério?

Ele para de brincar e se senta no chão na nossa frente, esperando.

Respiro fundo.

— Você gosta da Ivy, certo?

— Gosto muito! — ele responde imediatamente. — Ela é a melhor.

Ivy sorri, com os olhos marejados.

— E você sabe que o papai também gosta muito dela, né?

— Sei…

— Bom, o papai gosta tanto da Ivy que agora estamos… namorando — digo, devagar, observando a reação dele.

— Namorando? — repete, processando a informação. — Tipo… igual nos desenhos?

— Isso — confirmo, sorrindo de leve. — Tipo nos desenhos.

Ele olha para Ivy, depois para mim, e então um sorriso enorme se abre no rosto dele.

— Sério?

— Sério — Ivy responde, sorrindo também.

— QUE LEGAL! — Oliver grita, pulando. — Então a Ivy vai morar com a gente pra sempre?

— Se ela quiser — digo, olhando para ela.

— Quero. Claro que quero — sussurra, sorrindo.

Oliver comemora, correndo pelo sofá, até que para de repente e nos encara.

— Então… — ele hesita, franzindo a testa. — A Ivy vai ser minha mãe?

Ficamos em silêncio imediatamente.

Ivy me olha, surpresa, e eu olho para Oliver, sem saber o que dizer.

Porque essa… é uma pergunta que nenhum de nós esperava.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO