Oliver aparece correndo de volta para a sala, com os olhos brilhando de empolgação.
— Papai! Tem um quarto lá em cima com uma janela GIGANTE! — grita, puxando a mão de Lucas. — Posso ficar nele?
— Claro — Lucas responde, sorrindo. — Vai lá escolher onde quer colocar seus brinquedos.
Oliver solta a mão dele e dispara escada acima novamente.
Lucas balança a cabeça, sorrindo.
— Pelo menos ele está animado.
— É um bom sinal — concordo, tirando o casaco. — Depois de tudo que aconteceu, ver Oliver assim… me alivia.
Ele concorda e vai até a lareira.
— Vou acender isso antes que a gente congele — diz, se abaixando para mexer na lenha.
Enquanto ele acende o fogo, caminho até a janela e observo a floresta lá fora, com árvores cobertas de neve. Tudo silencioso. Pacífico.
Tão diferente de Manhattan.
O estalo da lenha me faz virar. Lucas está de pé, limpando as mãos, observando as chamas começarem a crescer.
— Pronto — diz, satisfeito. — Daqui a pouco esquenta.
Antes que eu possa responder, Oliver desce correndo de novo.
— Ivy! Vem me ajudar a arrumar meu quarto! — chama, me puxando pela mão.
Rio e o sigo escada acima.
O quarto que ele escolheu fica no final do corredor. É espaçoso, com alguns móveis e uma janela enorme que dá para a floresta.
— É perfeito, não é? — Oliver pergunta, subindo na cama e pulando.
— É sim — concordo, sentando na beirada. — Tem bastante espaço para você correr.
— E posso colocar meus foguetes na mesinha! — diz, correndo até a mochila para pegar os brinquedos.
Passo alguns minutos ajudando-o a organizar tudo. Quando terminamos, Oliver se j**a na cama, satisfeito.
— Agora sim — declara, sorrindo.
— Está perfeito, astronauta.
Lucas aparece na porta, se encostando no batente.
— Tudo certo por aqui?
— Tudo, papai. Meu quarto tá perfeito agora.
— Ótimo. Agora, que tal a gente conhecer o quintal?
— EU QUERO! — Oliver pula da cama e dispara para fora.
Lucas sorri, balançando a cabeça, e me puxa pela mão.
— Vamos? — pergunta, caminhando atrás de Oliver.
Saímos do quarto e encontramos o pequeno na sala, correndo de um lado para o outro.
— Posso fazer um boneco de neve, papai? — pergunta, já correndo para pegar o casaco.
— Pode, mas coloca o gorro também — Lucas responde, mexendo na mala de Oliver. — Está frio lá fora.
Oliver veste tudo às pressas e dispara pela porta dos fundos.
Lucas e eu o seguimos, ficando na varanda enquanto ele explora.
Encosto no corrimão de madeira, observando Oliver rolar na neve, rir, chutar montes brancos para o alto.
— Ele está feliz — murmuro, sorrindo.
— Sim — concorda, ao meu lado. — E você?
— Estou… aliviada — respondo, sincera. — Pela primeira vez em dias, sinto que consigo respirar.
Ele sorri de leve e volta a atenção para o filho.
— Era exatamente isso que eu queria.
Lucas liga a TV e escolhem juntos um desenho animado de dinossauros. Oliver fica completamente absorto, enquanto me recosto no sofá, deixando o cansaço me alcançar.
Em algum momento, fecho os olhos sem perceber.
Quando acordo, a sala está mais escura, o filme acabou e Oliver está caído no sofá, dormindo de boca aberta. Lucas está na poltrona, mexendo no celular.
— Quanto tempo eu dormi? — sussurro, envergonhada.
— Quase duas horas — responde, olhando para mim. — Você parecia exausta.
— Desculpa, eu…
— Não precisa — interrompe. — Você passou por muita coisa. Descansar é o mínimo.
Olho para Oliver.
— Ele está dormindo há muito tempo?
— Uns quarenta minutos — responde, se levantando. — Vou levá-lo para a cama.
Ele pega Oliver no colo com cuidado e sobe as escadas. Fico sozinha na sala, ouvindo o crepitar da lareira.
Quando Lucas volta, se senta ao meu lado no sofá.
— Ele nem se mexeu quando coloquei na cama — comenta.
— Gastou toda a energia lá fora — digo, sorrindo.
Lucas passa o braço ao redor dos meus ombros e me puxa para perto.
— E você? Está se sentindo melhor?
— Muito — admito, encostando a cabeça no ombro dele. — Aqui é… perfeito.
— É — concorda, beijando minha têmpora.
Seus lábios descem pela minha bochecha até parar nos meus lábios. Então, ele me beija devagar, mas logo se intensifica.
— Vem comigo — ele sussurra contra minha boca, levantando e me puxando pela mão. — Hora de conhecer nosso quarto.

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