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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 90

“Ivy Collins”

O elevador privativo se abre direto na sala de estar. Lucas entra primeiro, e as luzes se acendem automaticamente.

Oliver sai logo atrás, segurando minha mão com força.

— É aqui que a gente vai ficar? — pergunta, olhando ao redor com os olhos arregalados.

— É — Lucas responde, se abaixando para ficar na altura dele. — Por enquanto, campeão.

— Mas… e meu quarto? — Ele franze as sobrancelhas, confuso. — Meus brinquedos ainda estão lá.

Lucas troca um olhar rápido comigo antes de voltar a atenção para o filho.

— A Blair vai continuar morando lá — explica, com cuidado. — Mas nós três vamos ficar aqui. Porque… sua mãe fez algo muito errado com a Ivy. E eu não quero que vocês fiquem perto dela por enquanto.

Oliver processa a informação em silêncio e acaba assentindo, ainda inseguro.

— Tá bom.

Lucas se levanta e Oliver solta minha mão, caminhando devagar até o centro da sala. Ele para no tapete felpudo, tira a mochila das costas e começa a espalhar os brinquedos no chão.

Foguetes. Dinossauros. Carrinhos.

Ele os organiza com cuidado, mas não brinca. Só fica olhando para eles, quieto demais.

Lucas e eu trocamos outro olhar, preocupados.

— Ele está… quieto demais — sussurro.

— Eu sei — Lucas murmura, passando a mão pelo rosto. — Tudo isso mexeu com ele.

Me abaixo ao lado de Oliver e passo a mão de leve nas costas dele.

— Que tal a gente fazer algo legal, Oliver? — pergunto, tentando animá-lo. — A gente pode ir ver seu quarto novo e decorar do jeito que você quiser.

— Posso colocar adesivos de foguete?

— Pode colocar o que você quiser — Lucas diz, sorrindo. — Até pintar as paredes, se quiser que pareça o espaço.

— Sério? — Oliver pergunta, e seus olhos finalmente brilham.

— Sério, filho. O que você quiser.

— Então, vamos ver o que a gente consegue fazer? — pergunto, estendendo a mão.

Ele pega minha mão e praticamente corre pelo corredor.

Quando chegamos ao quarto, Oliver olha tudo com curiosidade. O olhar passeia pela cama, pelo closet, até parar na janela que dá para a cidade.

— Aqui vai ser meu quarto? — pergunta, olhando para o pai.

— Vai — Lucas confirma, encostado no batente da porta. — O que você acha?

— É… diferente — ele diz, andando até a janela. — Mas é legal.

Olho para Lucas, aliviada, e me aproximo.

Passamos o resto da tarde organizando o quarto, tentando deixá-lo pelo menos um pouco parecido com o da mansão.

Não tem nem metade da decoração de lá, mas Lucas promete que logo vai deixar tudo do jeito que ele quiser.

Quando terminamos, já de noite, Oliver sorri, satisfeito, finalmente parecendo mais leve.

Mas, após arrumar os foguetes na base improvisada que fizemos com lençóis e travesseiros, ele se senta na beirada da cama e fica quieto de novo.

— Oliver? — chamo, sentando ao lado dele. — O que foi?

Ele balança as pernas, olhando para as próprias mãos.

— Agora sim — respondo, passando os braços ao redor do pescoço dele. — Mas essa tranquilidade… ainda parece irreal.

— Eu sei — murmura, beijando minha testa. — Mas é real. E vai continuar sendo.

Fecho os olhos por um instante, me deixando ficar nos braços dele, apenas relaxando.

Então, ele se afasta um pouco e me encara.

— Estava pensando — começa, hesitante. — Talvez a gente devesse sair daqui por uns dias.

— Sair?

— É — Ele confirma, passando os dedos pelos meus cabelos. — Você foi drogada. Acusada de roubo. O Oliver viu coisas que nenhuma criança deveria ver. Tudo em muito pouco tempo. A gente merece… um tempo longe disso tudo. Só nós três.

Mordo o lábio, considerando.

— Podemos ir para algum lugar tranquilo — continua, com aquele tom que consegue me convencer a tudo. — Uma casa na praia. Um chalé nas montanhas. Onde você quiser.

A ideia de fugir de Manhattan, de Blair, de tudo… me dá um alívio quase físico.

— O que você tem em mente? — pergunto.

— Catskills — sugere, com um meio sorriso. — Tenho uma casa lá. No meio das montanhas, rodeada de árvores. Tem lareira, uma varanda enorme com vista para a neve…

A imagem se forma na minha cabeça: Oliver correndo na neve, Lucas relaxado em frente à lareira. Eu, finalmente, respirando longe do peso de tudo.

— Parece perfeito.

— Então está decidido — ele diz, me puxando para mais perto. — Amanhã a gente arruma as malas e vai.

Rio baixo, encostando a testa na dele.

— Então… Catskills.

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