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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 73

“Lucas Sinclair”

Se eu tivesse ficado em casa, não precisaria fingir.

Não estaria sentado no mezanino de uma boate que sempre odiei, cercado de gente demais, barulho demais, distrações demais.

Não estaria me inclinando para frente, forçando desinteresse enquanto procuro Ivy na pista mais uma vez.

Mas, dessa vez, não a encontro.

Franzo o cenho, incomodado com a sensação estranha que surge no meu peito. Ela estava com as outras mulheres quando olhei pela última vez.

— Você sabe que está sendo patético, né? — Owen comenta, se recostando no sofá com o copo na mão.

Solto um suspiro pesado e viro o resto do whisky de uma vez antes de encará-lo.

— Do que você está falando?

— De você — ele responde, dando de ombros. — Fingindo que não está de olho na Ivy desde que chegamos.

— Vá se foder, Owen.

— Não sou bem eu quem está fodido — murmura, rindo baixo.

Ignoro o comentário quando vejo Sophia subindo as escadas, seguida por Claire e Lily. As três riem, animadas, mas meu olhar procura por quem não está com elas.

— Cadê as outras duas? — pergunto, tentando manter a voz neutra.

Sophia pisca algumas vezes antes de sorrir, claramente bêbada.

— A Tiffany estava beijando alguém quando subimos — responde, dando de ombros. — E a Ivy…

Ela para no meio da frase, e o sorriso desaparece devagar.

— A Ivy foi ao banheiro — completa, franzindo as sobrancelhas. — Caramba… esqueci de esperar. Será que ela vai se perder?

— Há quanto tempo a Ivy foi ao banheiro? — pergunto, enquanto ela tenta calcular.

— Uns… cinco minutos?

Meu corpo fica tenso instantaneamente e o incômodo vira certeza.

Algo está errado.

— Vou checar — digo, me levantando. — Ela é minha funcionária. Preciso garantir que está bem.

Me inclino para deixar o copo vazio na mesa, mas Lily segura meu braço.

— Lucas, tenho certeza de que ela está bem — diz, sorrindo. — Não precisa se preocupar tanto com…

Paro e abaixo o olhar para a mão dela no meu braço. Depois, levanto os olhos e a encaro.

— Se você não tirar a mão de mim agora — digo, baixo e controlado —, vou acabar esquecendo que você é amiga da família. E você não vai gostar disso.

Ela arregala os olhos e solta meu braço imediatamente.

Não espero mais nada.

Me afasto e desço as escadas, com Owen logo atrás. Vou direto para o banheiro feminino, paro na porta e chamo a primeira mulher que está saindo.

— Desculpa — digo, tentando manter a voz firme. — Pode checar se tem alguém lá dentro? Uma jovem ruiva, vestido azul.

Ela me encara por um segundo, confusa, mas acaba assentindo e entra novamente. Os segundos parecem longos demais.

Quando ela volta, balança a cabeça.

— Não tem ninguém assim lá dentro.

Meu estômago afunda.

— Não é minha culpa se ela bebeu demais — ele responde, dando de ombros. — Então, por que eu perderia a oportuni…

Meu punho acerta o rosto dele antes que termine a frase. Ouço o estalo do nariz quebrando e o homem cai no chão, colocando a mão no rosto enquanto o sangue escorre entre os dedos.

Não é suficiente.

Me abaixo, agarro-o pela gola e acerto outro soco. E mais um.

— LUCAS! — A voz de Owen corta o ar. — CHEGA!

Ignoro. Acerto mais um, cego pela raiva.

— LUCAS, PARA, PORRA! — Owen grita, mais alto. — Você vai matá-lo!

Sinto uma das mãos dele me puxando, me afastando à força. Respiro pesado enquanto encaro o homem no chão, gemendo, encolhido.

Quero continuar. Quero quebrá-lo. Quero fazê-lo sentir mais dor.

Mas então ouço um gemido baixo, fraco, e tudo muda.

O sangue nas minhas mãos deixa de importar.

Viro a cabeça e vejo Owen segurando a Ivy com o outro braço. Os olhos dela estão semicerrados e o corpo mole demais.

Sem pensar duas vezes, a pego no colo, ajeitando a cabeça dela contra meu peito com cuidado. Ela está leve demais, quente demais, e isso me apavora.

— Ivy — murmuro, afastando os fios do rosto dela. — Ei… Olha pra mim, meu amor.

Ela tenta abrir os olhos, mas não consegue manter o foco.

— Lucas… — sussurra, com a voz arrastada. — Eu… eu morri?

— Não. Você está aqui comigo — respondo, apertando-a contra mim. — Você segura. Eu prometo.

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