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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 69

Passou uma semana desde que me entreguei completamente para Lucas.

Uma semana vivendo numa tensão constante entre querer mais e saber que isso pode dar um problemão.

Porque, apesar de termos passado aquele dia inteiro juntos, a realidade continua a mesma: Lucas ainda é casado, ainda vive sob o mesmo teto que Blair, e eu continuo sendo a babá.

— Ivy, olha! — Oliver grita, interrompendo meus pensamentos.

Quando olho, ele faz o T-Rex e o velociraptor voarem pelo ar.

— Eles estão lutando contra o meteoro!

— E quem vai ganhar? — pergunto, sorrindo. — O T-Rex ou o velociraptor?

— Ninguém — ele responde, dando de ombros. — Porque o meteoro vai matar todo mundo.

— Que final feliz, astronauta — murmuro, soltando uma risada baixa diante da seriedade com que ele diz isso.

Meu celular vibra no bolso e pego automaticamente, esperando alguma mensagem de Tiffany.

Mas não é. É uma notificação do banco, e o alívio vem imediatamente.

Meu salário. Mais um mês garantido. Mais uma parcela que consigo pagar da hipoteca da casa da minha mãe.

Olho o horário e me levanto. São 14h27, ainda dá tempo de ligar para o banco e resolver isso logo.

— Oliver, vou ao banheiro rapidinho — aviso, guardando o celular no bolso. — Fica aqui brincando. Não sai daqui.

— Tá! — ele responde, totalmente concentrado em sua extinção pessoal dos dinossauros.

Subo as escadas e vou direto para o meu quarto. Fecho a porta, pego o celular novamente e me sento na cama.

O atendimento do banco não demora. Informo meus dados e espero pelas informações do pagamento.

Mas não é isso que ouço do outro lado da linha.

— Srta. Collins, não há nenhuma parcela pendente — a atendente diz, me fazendo juntar as sobrancelhas. — A hipoteca foi quitada integralmente.

— Como assim, quitada? — pergunto, sentindo o estômago afundar. — Eu… não fiz nenhum pagamento.

— Só um instante — ela responde, e ouço mais digitação do outro lado da linha. — Um pagamento integral foi feito há três semanas, através do escritório de advocacia Hartley & Associates, de Nova York.

Advocacia? Hartley?

Owen Hartley, claro.

Desligo o telefone e fico encarando a tela, completamente paralisada.

A dívida foi paga há três semanas. Por Owen, que definitivamente não faria isso por livre e espontânea vontade.

Mas, há três semanas, Lucas estava em Boston. Fugindo de mim. Ele pagou uma dívida de quase cem mil dólares enquanto tentava se afastar.

Simplesmente… pagou.

Mas, por quê?

[…]

As horas passam na velocidade de uma tartaruga manca. Quando finalmente são 22h15, saio do quarto com o coração batendo na garganta.

Provavelmente, Lucas já está em seu ritual noturno, quando a casa fica silenciosa e ele tem tudo só para si.

Eu deveria ficar no quarto e obedecer às regras, mas estou curiosa demais para respeitar regras que já foram quebradas há muito tempo.

Desço as escadas tentando não fazer barulho e sigo até o escritório. Paro na porta e vejo Lucas sentado atrás da mesa, analisando alguns papéis.

— Lucas…

— Pensei que, se você descobrisse sozinha, eu ganharia mais alguns dias com você. Caso decidisse ir embora — continua, quase envergonhado. — Foi covarde da minha parte? Provavelmente. Mas eu não estava pronto para te perder.

Fico em silêncio, digerindo o que ele diz.

Ele escondeu isso, mesmo se afastando. Mesmo quando podia simplesmente… me contar e se livrar de vez de mim.

Mas a verdade é que ele não queria que eu fosse embora.

— Você é uma confusão — murmuro, balançando a cabeça, sem conseguir conter um sorriso.

— Sou — ele concorda, se aproximando devagar. — E não posso mudar isso agora.

— Obrigada — sussurro, levantando o rosto para encará-lo. — Você não faz ideia do peso que tirou de mim. Do alívio que é saber que posso focar em encontrar o Liam, sem o medo de perder o único pedaço da minha mãe.

Ele passa o polegar pela minha bochecha, com um carinho que me desmonta por completo.

— Então valeu cada centavo — murmura, sorrindo. — Eu faria tudo de novo sem pensar duas vezes.

Então ele me beija, devagar, sem a pressa dos beijos roubados da semana.

Minhas mãos sobem para o pescoço dele automaticamente, enquanto as dele descem para minha cintura, me puxando para mais perto.

— Minha atrevida — murmura, rouco, beijando meu pescoço. — Você não faz ideia de como foi difícil ficar longe de você esses dias.

Ele volta a me beijar, mais intenso, enquanto a outra mão desce perigosamente pela minha coxa.

Até que o som de passos no corredor nos faz congelar. Porque, ao contrário da última vez…

Hoje sabemos que Blair está em casa.

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