“Lucas Sinclair”
As palavras saem da minha boca antes que eu possa pensar, mas não me arrependo. Porque não falo pelo calor do momento; falo porque é a verdade.
Ivy é minha agora. Completamente minha.
Começo a me mexer devagar, controlado, sentindo cada músculo do meu corpo tenso com o esforço que faço para não perder o controle completamente.
Porque ela está apertada. Molhada. Perfeita. E isso me leva à beira da loucura.
Ivy solta um gemido baixo, cravando as unhas nos meus ombros, e eu paro imediatamente.
— Está doendo? — pergunto, sem me mover um milímetro, lutando contra o instinto de ir mais rápido, mais fundo.
— Não… — ela sussurra, apertando os olhos. — É só… diferente.
Beijo sua testa, descendo os lábios pela bochecha, pelo queixo, até chegar ao seu pescoço, dando tempo para que ela relaxe.
Cada segundo parado é uma tortura, mas permaneço imóvel, porque ela merece isso. Merece todo cuidado.
Quando Ivy finalmente relaxa embaixo de mim, volto a me mover devagar, mas entrando mais. Observo cada reação de seu corpo, cada gemido. Então, quando abre os olhos, vejo a dor dar lugar ao prazer.
Finalmente.
— Lucas… — ela geme meu nome, levando de vez meu autocontrole.
Acelero o ritmo, ainda me controlando, mas com menos cuidado agora. As mãos dela descem pelas minhas costas, arranhando minha pele, e gemo contra o pescoço dela.
Isso era o que fantasiei desde aquela noite na boate. Desde que ela invadiu a minha sala.
Tê-la assim. Gemendo meu nome. Completamente entregue.
Minha.
Aumento o ritmo das estocadas, indo mais rápido, mais fundo, e sinto sua boceta me apertando.
Deslizo minha mão entre nós dois, intensificando o prazer dela ao estimular seu clitóris. Ivy solta um gemido alto.
— Goza pra mim, vai — sussurro, rouco. — Quero sentir você gozando no meu pau.
E ela obedece.
Seu corpo inteiro treme, suas unhas se fincam nas minhas costas, e ela grita meu nome, gozando. A sensação dela pulsando ao meu redor me leva junto, e gozo com força, enterrado completamente dentro dela.
Porra.
Me apoio nos cotovelos para não esmagá-la e fico parado por alguns segundos, tentando recuperar o fôlego.
Quando olho para baixo, Ivy está ofegante, com os olhos fechados, o rosto vermelho e os lábios entreabertos.
Linda.
Fodidamente linda. Perfeita.
Saio de dentro dela devagar, e ela faz uma careta leve. Me levanto, tirando o preservativo enquanto vou até o banheiro descartá-lo.
Normalmente, essa seria a hora em que eu me vestiria e iria embora.
Missão cumprida. Corpo satisfeito. Fim.
É sempre assim. Sempre foi.
Faço o que quero, satisfaço minha necessidade e saio antes que qualquer tipo de… drama se instale.
Mas com Ivy…
Com ela, a última coisa que quero é me afastar. Muito pelo contrário, tudo o que quero é voltar para aquela cama e fazer mais e mais.
Se fodeu, Lucas Sinclair.
Me sento atrás dela, puxando-a para que fique entre as minhas pernas, com as costas contra meu peito.
— Melhor? — pergunto, passando as mãos pelos braços dela.
— Muito melhor — responde, apoiando a cabeça no meu ombro.
Puxo seu corpo para mais perto, enterrando o rosto no pescoço dela, sentindo seu cheiro misturado ao sabonete.
Ficamos assim por alguns minutos, em silêncio, apenas curtindo a proximidade.
Até que minhas mãos, que estavam inocentemente nas coxas dela, começam a subir devagar, passando pela barriga, subindo até os seios.
Ivy geme baixinho quando brinco com os mamilos dela, e sinto meu pau endurecer instantaneamente.
Ela percebe, claro.
— De novo? — pergunta, virando a cabeça para me olhar. — Você não cansa?
— Não — respondo, mordendo seu ombro de leve. — Por quê?
— É só que… — ela hesita, e vejo um sorrisinho se formando. — Você não está meio… velho para isso?
Ivy morde o lábio, claramente se divertindo com o próprio atrevimento.
— Pensei que homens da sua idade precisassem de… sei lá, um tempinho entre uma e outra.
— Você está me subestimando, Srta. Collins — murmuro no ouvido dela, passando a mão pela cintura dela.
— Será que estou? — provoca, rindo baixinho.
Num movimento rápido, viro-a de frente para mim, fazendo-a ofegar.
— Sim. E você vai se arrepender da provocação, ruivinha atrevida — falo, rouco, segurando a cintura dela. — Vou te provar exatamente quantas vezes esse velho aqui consegue te fazer gozar numa noite.

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