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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 61

Mordo o lábio, me sentindo um pouco burra.

Oliver tem os olhos muito parecidos com os de Blair e os cabelos escuros como os de Lucas. É praticamente impossível que o pequeno tenha sido adotado.

Mas, depois de tudo o que ele me contou até agora, nada mais me surpreenderia.

Lucas fica em silêncio por um momento, como se a pergunta o tivesse pego desprevenido. Então solta um suspiro pesado e passa a mão pelo rosto.

— Oliver não é adotado — diz, finalmente. — Ele é meu filho. Biologicamente, meu e de Blair.

Sinto o estômago se contrair. Porque, se Oliver é biologicamente filho dos dois…

— Pensei que sexo não estava incluído em um casamento de fachada — murmuro, irônica.

— E não está — ele responde, rápido. — Oliver foi… um acidente.

— Acidente?

Lucas se levanta e caminha até a janela, como se precisasse de distância para contar essa parte.

— Na lua de mel — começa, mantendo as costas viradas para mim. — Blair e eu bebemos muito. E, bem… uma coisa levou à outra.

Ele vira o rosto, me encarando sério demais.

— Se quer saber a verdade, nem me lembro de como aquilo aconteceu — admite, num tom quase amargo. — Só sei que acordamos juntos na manhã seguinte e, dois meses depois, Blair descobriu que estava grávida.

Fico em silêncio, digerindo a informação.

Oliver. O pequeno astronauta que tanto amo. O garotinho que ilumina cada dia da minha vida.

Foi… um acidente.

Fruto de uma noite que nenhum dos pais sequer lembra direito.

— E esse acordo de vocês nunca incluiu um… filho? — pergunto, baixo.

— Não. Nenhum de nós jamais cogitou essa possibilidade.

Lucas solta outro suspiro pesado e volta a se sentar.

— Nossos pais queriam um herdeiro, mas aceitaram nossa recusa quando concordamos em manter o casamento por dois anos.

Ele encara as próprias mãos, como se escolhesse as palavras com cuidado.

— Blair sempre deixou claro que não queria ser mãe e chegou a cogitar um aborto — continua. — Mas consegui fazê-la desistir e, em troca, eu seria o responsável pelo Oliver. Então surgiu outro acordo: ela daria à luz, manteria as aparências públicas… e eu cuidaria dele.

— Por isso ela é tão… distante com ele — murmuro, mais para mim mesma.

— Sim — ele confirma. — Talvez Blair ame o Oliver, à maneira dela. Mas nunca quis ser uma mãe presente, e eu aceitei isso. Porque, no fim das contas, Oliver é minha responsabilidade.

Olho para Lucas e vejo algo que raramente aparece: vulnerabilidade.

— Ele é a única coisa real que saiu desse acordo, a única coisa que realmente importa — Lucas admite, encontrando meu olhar. — E é só por ele que esse casamento dura até hoje.

Encaro meus pés, sentindo a cabeça girar com todas as informações.

Porque agora tudo finalmente faz sentido.

— Ivy — Lucas me chama, trazendo minha atenção de volta. — Te trouxe aqui porque você merecia saber a verdade. Merecia entender que não está fazendo nada errado. Que nunca esteve.

Lucas me encara por alguns segundos, processando, até soltar uma risada curta, incrédula.

— Você me deixou achando que estava jantando com outro homem — diz, balançando a cabeça. — A noite inteira.

— Eu achei que você não se importava — rebato, rápido demais.

— Não achou? — ele repete, erguendo uma sobrancelha. — Ivy, eu fiz questão de te lembrar das regras, quase te tranquei no quarto quando te vi usando aquele vestido… e você achou mesmo que eu não me importava?

Mordo o lábio, sem saber o que responder.

— Então, por que você cancelou com o Eric? — Lucas pergunta.

— Porque não seria justo jantar com ele enquanto… pensava em você — admito, baixinho. — Desde o momento em que a gente se esbarrou no corredor, eu… não consegui parar de pensar em você.

As palavras escapam antes que eu possa segurá-las.

Lucas me encara com aquela intensidade que sempre me tira o fôlego e, então, se levanta devagar.

Ele para bem à minha frente, me olhando de cima, e, num movimento rápido, me puxa para ficar de pé.

Ficamos perigosamente perto. Perto demais.

— Repete — ele pede, passando o polegar pela minha bochecha. — O que você disse.

— Eu… não consegui parar de pensar em você.

— Nem eu — admite, rouco. — Nem por um segundo.

Então, finalmente, ele segura minha nuca e une nossas bocas num beijo desesperado.

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