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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 54

“Lucas Sinclair”

As palavras de Blair fazem um silêncio desconfortável se instalar no quarto, e Ivy empalidece instantaneamente.

Os olhos arregalam, os lábios se entreabrem, mas nenhum som sai.

Ela parece… destruída.

E algo dentro de mim se contorce com tanta força que preciso apertar os punhos para não reagir imediatamente.

Odeio vê-la assim. Tão pequena.

— Sra. Sinclair, eu…

— Não vou ouvir justificativas — Blair interrompe, levantando a mão. — Meu filho estava sob sua responsabilidade, e olha o que…

— Chega! — interrompo, finalmente dando um passo à frente. — Blair, ele tem quatro anos. Crianças caem e se machucam. Isso não é culpa de ninguém.

— Não vê que ela foi negligente? — Blair rebate, me encarando.

— Ela não foi negligente. A Srta. Collins agiu rápido — respondo, mantendo a voz baixa para não assustar Oliver. — Trouxe Oliver para o hospital, me ligou imediatamente, ficou aqui o tempo inteiro. Ela fez tudo certo.

— Não quero saber, Lucas. Ela vai embora!

— Não — Oliver murmura, ainda grogue da anestesia, piscando devagar. — A Ivy não pode ir embora. Não pode!

Ivy se vira imediatamente para ele, limpando o rosto rapidamente antes de se aproximar.

— Calma, astronauta — diz, forçando um sorriso. — Não vou a lugar nenhum.

Blair bufa, cruzando os braços.

— Ivy — chamo, baixo. — Pode ficar com o Oliver por um minuto? Preciso falar com a Blair. Lá fora.

Ivy hesita, mas assente, voltando a atenção para Oliver, que já está fechando os olhos novamente.

Seguro o braço de Blair e a puxo para fora do quarto antes que ela possa protestar.

Assim que fecho a porta, solto o braço dela e cruzo os meus.

— Que porra você pensa que está fazendo? — pergunto, controlando o tom para não gritar.

Ela ri, sem humor, e puxa o celular do bolso.

— Eu? Olha essa palhaçada! — diz, virando a tela para mim.

Olho para a tela e encontro uma foto minha com Ivy no corredor do hospital. Eu a abraço enquanto ela chora contra o meu peito.

A imagem não deixa espaço para interpretação.

Parece exatamente o que é: íntima.

— Alguém viu essa cena patética, te reconheceu e tirou a foto — Blair continua, insatisfeita. — E agora ela está na internet, para todo mundo ver.

Passo a mão pelos cabelos e respiro fundo, sentindo a irritação me atingir.

Ela se vira para sair, mas não consigo simplesmente deixá-la ir.

— Você não vai nem entrar para ver como o Oliver está? — pergunto, baixo. — Nem vai fingir que se importa com o próprio filho?

Blair se vira completamente, dando passos rápidos na minha direção até parar bem perto.

— Fala baixo — sibila, olhando ao redor para se certificar de que ninguém ouviu. — Você sabe que eu me importo com o Oliver, apesar de nunca ter querido esse filho. Me importo, e você sabe disso.

— Se importar não é presente e viagem, Blair. É…

— Já sei esse discurso de cor e salteado, Lucas — ela interrompe, revirando os olhos. — Estarei em casa esperando vocês. Odeio hospitais e não vou ficar aqui sabendo que o Oliver está bem.

Ela se afasta sem esperar resposta, enquanto continuo parado, observando-a ir embora.

Não é a frieza dela que me paralisa. Já estou acostumado com essa indiferença desde a gravidez que ela nunca quis.

O que me deixa imóvel é outra coisa.

É a possibilidade de ceder. De demitir a Ivy.

Não porque eu queira mantê-la longe, mas porque mantê-la perto está ficando cada vez mais complicado.

Para mim, que sei exatamente o que isso é: desejo, atração física. Nada além disso.

E para Ivy, que já carrega problemas demais para ter que lidar também comigo.

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