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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 43

“Ivy Collins”

Demoro alguns segundos para entender onde estou e por que meu corpo ainda parece em curto-circuito.

Meus músculos ainda tremem pelo que acabou de acontecer: a boca dele entre as minhas pernas, a maneira como ele me fez ir ao céu e voltar, como se soubesse exatamente o que fazer para me enlouquecer.

Eu nunca senti nada parecido.

Mas agora, vendo Lucas nu na minha frente, ciente de que estou prestes a dar um passo ainda maior, o medo toma conta de tudo.

Não é só o tamanho, embora isso me assuste pra caramba, é o resto: a Blair dormindo no fim do corredor, o Oliver no quarto ao lado, o fato de que eu nunca cheguei tão longe com ninguém.

Evito olhar diretamente para ele por um instante, tentando organizar pensamentos que se atropelam. Vergonha, curiosidade, medo, excitação… tudo junto. Sem fila, sem ordem.

Quando finalmente volto a olhar para ele, minha pele arrepia de novo, como se ele ainda estivesse tocando.

Lucas continua parado, me olhando como se tivesse acabado de encaixar a última peça de um quebra-cabeça que não sabia que estava montando.

Há um ponto de interrogação gigante estampado no rosto dele.

Ele sabe.

Não porque eu disse, mas porque meu corpo disse por mim.

E, por algum motivo, isso me deixa mais exposta do que estar nua na frente dele.

— Ivy… — diz, baixo, finalmente quebrando o silêncio. Ele parece… preocupado agora. — Você nunca…?

Engulo em seco, puxando o lençol um pouco mais para mim, não para me esconder, mas para ganhar tempo.

Mas… ganhar tempo para quê, exatamente? Mentir não adianta nada.

— Não — confesso, quase sem voz. — Sou virgem.

Ele pisca algumas vezes, passando a mão pelo cabelo bagunçado.

— Porra — murmura, mais pra si mesmo. Depois, olha para mim de novo, e o desejo nos olhos dele dá lugar a algo mais suave. — Foi por isso que você fugiu da boate.

Faço que sim com a cabeça, sem conseguir sustentar o olhar por muito tempo.

— Naquela noite, eu… fiquei com medo. Nunca tinha ido tão longe. E agora… — respiro fundo, sentindo a voz tremer. — Agora sei que você é casado, Lucas. Isso é errado em todos os sentidos.

Ele fica quieto por um segundo, mas não se levanta. Em vez disso, senta na beira da cama, de costas para mim, como se precisasse organizar os próprios pensamentos.

Então, finalmente, se vira para me encarar.

Sinto meu corpo esquentar de novo, mas agora não é excitação. É vergonha.

— Então… a gente para por aqui? — pergunto, baixinho, mesmo já sabendo a resposta.

Ele assente devagar.

— Pelo menos essa noite, sim — responde, firme. — Não vou te pressionar. Não vou fazer nada enquanto você não tiver cem por cento de certeza. E, como eu disse… você merece mais do que algo feito às pressas.

Ele se inclina e beija minha testa com calma. Um beijo sem fogo, sem urgência. Só carinho.

— Descansa — diz, se levantando enfim.

Lucas pega a cueca e a calça do chão, se vestindo rápido. A camisa fica na mão.

Depois, vai até a porta, mas para com a mão na maçaneta.

— Mas isso não acabou, Ivy — acrescenta, virando o rosto para mim uma última vez. — Quando a gente voltar para Nova York, quando as coisas estiverem mais calmas… a gente conversa de verdade. Sobre tudo o que precisa ser resolvido.

A porta se fecha atrás dele com um clique suave, enquanto eu continuo enrolada no lençol, com o corpo ainda quente e a cabeça um caos ainda maior.

Ele fez a coisa certa. Eu sei que fez.

Mas por que dói tanto pensar que talvez ele tenha razão… que eu mereço mais do que isso, mas não com ele?

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