— Não, não... Deixa o Vicente fora dessa, por favor. Ele não tem culpa de nada... — Defendeu Margarida. Tentando esconder o rosto corado, ela abanou o rosto, com ar sem jeito, e tratou logo de cortar o assunto, mudando de foco. — Aliás, você não ia me contar sobre minha vitória hoje? Já falou do Augusto, agora fiquei curiosa com a situação da Leonor.
No fundo, Margarida realmente tinha interesse. Após ter dado aquele tapa na Leonor e saído quase correndo, não sabia se Leonor e Marina teriam ânimo para pensar em se vingar tão cedo.
A resposta de Teresa veio com uma risada ainda mais barulhenta.
— Deixei a Leonor para o fim justamente porque, olha, foi o barraco do ano! — Ela explicou, animada. — Por ser a herdeira da família Almeida, muita coisa foi abafada nas redes, mas aqui no meio da alta sociedade todo mundo ficou sabendo dos bastidores. As notícias que chegaram até mim pelo grupo das socialites. Leonor saiu da festa sendo arrastada pelos seguranças do Guilherme, amarrada com corda mesmo. Dizem que a mansão da família Almeida agora virou uma bagunça, com luz acesa, gente gritando, choro para todo lado, até as parentes da Marina vieram de Porto Maravia só para tentar abafar o escândalo. Parece que as duas se meteram numa enrascada daquelas, tão ocupadas tentando salvar a própria pele que não sobra tempo nem para planejar vingança.
Margarida ficou surpresa ao saber que Guilherme tinha perdido a paciência a esse ponto, mas, pensando melhor, logo levantou uma dúvida:
— Teresa, se a família da Marina veio toda, aquela sobrinha dela também deve estar aqui hoje, né?
— Veio, sim, pode apostar. — Respondeu Teresa, baixando um pouco a voz, mais cúmplice ainda. — Nem precisa falar, você quer saber mais dela, a famosa rival amorosa, não é? Dá para entender, afinal melhor saber com quem está lidando.
Margarida não negou, pois desde o começo tinha prometido para si mesma e para Vicente que não deixaria a sobrinha da Marina ocupar o espaço que era seu e informação, ela sabia, era tudo nessa batalha.
Depois que Guilherme deu carta-branca, ela não largava o pé do Vicente nem que o mundo acabasse e ele sempre frio e distante, mesmo assim ela insistia.
Até que Vicente perdeu a paciência, e, para mostrar que não estava de brincadeira, detonou logo quatro fábricas da família Neves lá em Porto Maravia, o que quase afundou a família dela. Aí não teve jeito, tiveram que puxar a Susana de volta para tentar segurar o prejuízo.
Claro que todo mundo percebeu que isso não era um fim definitivo.
Susana sumiu só para esfriar as coisas, mas hoje mesmo ela apareceu de volta em Santarino, colava no pessoal da família Neves, doida para começar tudo outra vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Amante que Virou Cunhada