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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 91

Assim que ouviu aquilo, Vicente arqueou a sobrancelha. Uma onda de sarcasmo ainda mais fria percorreu seu rosto, deixando o ambiente tenso.

— Sr. Augusto, francamente, falar de prejudicar mulher não é exatamente um assunto no qual você tenha moral para me acusar, né? — Retrucou Vicente, o tom afiado, transbordando desprezo.

Ele sabia perfeitamente que a tentativa de Augusto era jogar a plateia contra ele, semeando dúvidas sobre seu caráter na cabeça de Margarida. Mas Vicente não era do tipo que deixava barato esse tipo de provocação.

— Nos últimos quase cinquenta dias, vi com esses olhos o quanto você usou seu grupo para humilhar a Marga. Tentou obrigá-la a pedir desculpas, lançou sua corja para atacar na internet, e, no fim, ainda teve a cara de pau de botar toda a culpa nas costas dela só para tirar mais algum proveito. E acha mesmo que usando a Luísa para ameaçar a Marga, ela ia ficar quieta e eu não ia descobrir nada? Que vocês iam sair dessa numa boa? Já falei e repito, mexeu com minha esposa de novo, vai implorar para sair dessa. Parece que ainda não entendeu direitinho o recado, né?

A intenção assassina vibrava na voz de Vicente, preenchendo o salão com um clima quase sufocante.

Augusto ficou travado, os lábios finos apertados, mas não conseguiu evitar um olhar na direção de Margarida.

Só que Margarida, surpreendendo a todos, manteve uma postura completamente fria.

Aquela doçura de quem já foi apaixonada, o brilho dos olhos, a vulnerabilidade... tudo isso tinha sumido. Agora ela só exibia uma indiferença gélida, como se nada mais pudesse atingi-la.

Na cabeça de Augusto, ele nunca tinha feito por mal todo aquele passado... Pensou até em justificar, mas nem conseguiu articular uma palavra.

Margarida saltou sem hesitar antes que qualquer um tivesse tempo de reagir, ela deu um tapa estalado no rosto de Leonor, tão forte que parou o ambiente.

Leonor, por um instante, ficou atordoada, estática, depois ergueu a mão lentamente até a bochecha que já começava a ficar inchada, sem acreditar.

— Você... Margarida... você... você me bateu?

— E por que não bateria? — O olhar de Margarida era lâmina pura, a voz fria como gelo. — Abre essa boca para falar besteira de novo e juro que arranco sua língua, Leonor!

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