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A Amante que Virou Cunhada romance Capítulo 128

Muitos homens usavam desculpas como "é trabalho demais" ou "não precisa disso" só para convencer as esposas de que qualquer ritual era só um gasto bobo.

Mas alguém que realmente amava não teria coragem de deixar a pessoa que amava sentir inveja dos outros em silêncio.

Por isso, mesmo que as roupas de cama, as flores e os balões parecessem meio bregas, Vicente largava o trabalho e passava o dia inteiro decorando tudo pessoalmente, só para ela.

Quando Margarida disse, quase de graça, que a água com mel não tinha valor, Vicente não deixou passar e falou de um jeito sério:

— Marga, aquele simples copo de água com mel vale muito mais do que você imagina. Não diga que não foi nada. E, sinceramente, em vez de ficar tentando entender quem fez mais pelo outro, quero mesmo saber se você gostou da casa arrumada desse jeito. Se alguma coisa te incomodou, a gente pode mudar juntos.

— Não, não precisa mudar nada. — Margarida respondeu, sentada na cadeira, sentindo o peito aquecido e um sorriso espontâneo tomando conta do rosto. — Eu adorei tudo. Obrigada de verdade.

A verdade era que, tanto a casa nova quanto os anéis de antes, Margarida tinha se apaixonado perdidamente por tudo aquilo. E admitiu de coração aberto:

— Senhor Vicente, hoje, por sua causa, eu fui realmente feliz.

— É mesmo? — Ouvindo isso, Vicente deixou o sorriso crescer suavemente no canto dos lábios, e o olhar nobre e bonito dele ganhou um significado diferente. — Então, prometo que no futuro vou fazer você ainda mais feliz.

Só que Margarida não conseguiu evitar sentir um leve calor subindo pelo corpo, como se tivesse entendido duplo sentido nas palavras. Seria possível que ele estivesse dizendo algo picante?

Todo mundo sabia que Vicente, presidente do Grupo Almeida, era famoso justamente pelo autocontrole e pela postura impecável.

Mas qualquer ilusão de felicidade foi destruída quando, aos oito anos, Vicente foi sequestrado por criminosos e desapareceu sem deixar rastros.

Sofia nunca se recuperou. Passou por internações devido à depressão, teve acessos de descontrole e desespero em público, e logo ficou claro para todos que, nos nove anos de casamento, ela nunca foi realmente feliz do lado de Guilherme. Na verdade, já viviam separados fazia tempo, mas Guilherme não aceitava o divórcio, insistindo numa fachada de casamento perfeito.

Naquele período, Marina, sob o pretexto de cuidar da melhor amiga, passou a morar abertamente na casa da família Almeida.

Em menos de três meses, Sofia se suicidou, pulando de um prédio. Nem dois meses depois, surgiam boatos de que Marina já estava grávida.

Por causa disso, até hoje em Santarino, muita gente sussurrava que Leonor, na verdade, nunca foi uma verdadeira herdeira da família Almeida, mas sim filha bastarda do caso de Marina com Guilherme.

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