Ele encarou os lábios dela levemente entreabertos e brilhantes de umidade, mantendo aquela posição, a respiração gradualmente mais pesada.
Diana captou a reação dele, e um brilho de sucesso passou por seus olhos.
Mas logo mudou para uma expressão lamentável.
Ela o empurrou gentilmente, segurou-se no braço dele para se firmar, a voz baixa e suave: — Desculpe, estou um pouco tonta...
Lorenzo acordou como se de um sonho. Soltou as mãos às pressas e deu um passo para trás.
Seu pomo de Adão se moveu, e a voz estava um pouco rouca: — Vou ajudar você a sentar no sofá.
Ele a ajudou a se sentar no sofá com movimentos rígidos.
Depois de se sentar, Diana sibilou de leve e tocou a bochecha com os dedos.
— O que foi? — Lorenzo perguntou.
— Meu rosto... está doendo um pouco. — Diana abaixou os olhos, com a voz tão baixa que mal dava para ouvir.
Lorenzo franziu a testa: — Por que seu rosto dói?
Diana mordeu o lábio, ergueu os olhos úmidos para encará-lo, hesitando em falar.
Depois de um bom tempo, ela disse baixinho: — Levei um tapa... de Isadora.
O rosto de Lorenzo escureceu abruptamente: — Ela se atreveu a bater em você?
Diana concordou, e as lágrimas rolaram no momento certo: — À tarde, no quarto dela... ela deve ter me entendido mal, achou que eu roubei algo dela... — Ela puxou a manga de Lorenzo e disse apressada: — Irmão, não vá procurá-la. Deixe isso para lá. Não quero causar mais problemas e dificultar as coisas para a mãe...
— Deixar para lá? — Lorenzo deu uma risada. A risada era gelada como gelo. — Impossível deixar para lá.
Ele se virou para subir as escadas, mas Diana agarrou sua mão com força.
Lorenzo virou-se atônito e olhou para as mãos unidas dos dois.
A mão dela era pequena e macia, e naquele momento o agarrava com força.

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