Mas o sorriso era frio e não alcançava os olhos de jeito nenhum.
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Ao voltarem ao Liujin, um garçom se aproximou segurando um buquê de lírios frescos e avisou a Otávio em voz baixa.
— Sr. Otávio, estas flores acabaram de chegar.
Na Cidade do Mar, Otávio tinha muitas pretendentes. Ele já estava acostumado com aquele tipo de demonstração de afeto.
Ele não olhou sequer o cartão, e apenas disse ao garçom:
— O de sempre, jogue fora.
— Sim. — O garçom se virou para sair.
— Espere. — Isa falou suavemente. Seu olhar caiu sobre o buquê de lírios brancos. — Se o Sr. Otávio não os quiser, pode dar para mim?
Otávio olhou para ela de soslaio.
A garota estava na fronteira entre a luz e a sombra. Metade do rosto estava escondida na escuridão, e a outra metade iluminada claramente pelos lustres de cristal.
— Você quem sabe. — Ele respondeu com frieza.
Quando o garçom entregou as flores para Isa, acrescentou em voz baixa: — Sr. Otávio, a Srta. Diana também está aqui. Ela o aguarda lá embaixo.
Otávio pretendia levar Isa para comer, mas parou os passos ao ouvir as palavras. Sua expressão não mudou, mas o tom se tornou decisivo: — Volte com a Diana.
Isa olhou para as flores em seus braços e perguntou casualmente: — O Sr. Otávio não vai vê-la?
— Tenho um convidado. — A resposta de Otávio foi curta e não deu margem para mais nada.
— Que tipo de convidado seria mais importante que a Diana? — Ela perguntou em voz baixa. Não era uma provocação, apenas parecia realmente curiosa.
Afinal, a Família Drummond dava prioridade à Diana.
Otávio parou de caminhar e virou a cabeça para encará-la: — Você não deveria perguntar isso.
— Só achei... — Isa baixou os olhos ligeiramente, adotando uma postura prestativa. — A Diana está ansiosa para ver o Sr. Otávio.
— E daí?
— Por isso, sinto um pouco de pena dela. — Ela ergueu a cabeça e seus olhos estavam limpos.
Otávio a observou por dois segundos e perguntou subitamente: — Acha que ela está ansiosa para me ver?
Isa assentiu: — Claro.
Ele deu um meio sorriso: — Então você acha que devo descer e vê-la agora?
— Esse assunto é do Sr. Otávio. Não tenho o direito de opinar.
— Você já opinou.

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