Com essas palavras, os olhares de todos focaram instantaneamente em Isadora.
O sorriso no rosto de Estela diminuiu um pouco.
Ela avaliou Isadora da cabeça aos pés, com um olhar crítico e cético.
E um desprezo superior.
Ela torceu a boca, com tom exagerado: — Diana, não está brincando com a tia, né? Ela? Que tipo de dança ela sabe? Rebolar duas vezes acompanhando aquelas trupes de interior agora é saber dançar?
Ela se voltou para Helena, a voz com um sarcasmo deliberado.
— Cunhada, não é por falar não, mas essa menina até que é bonitinha, mas a aura, a atitude, não se comparam à de Diana, que foi cuidadosamente criada pela família Drummond desde pequena. Olhe para a Diana, quando ela fica ali em pé, tem um porte de senhora da alta sociedade. E ela? Fica quieta, retraída, exalando uma mesquinhez impenetrável.
— Deixar que ela ensine a minha filha? Não vá desviar uma criança boa e ensinar coisas que não prestam!
As palavras de Estela foram ácidas e diretas.
Mesmo como uma mais velha, na primeira vez que se encontravam, ela agia com uma arrogância vulgar.
Isadora lentamente abaixou a colher de sopa, ergueu a cabeça e olhou para Estela sem a esperada raiva ou vergonha no rosto.
Além disso, seus lábios se curvaram num ângulo educado.
— A senhora tem razão — Isadora abriu a boca, a voz clara. — De fato, fui criada no interior de Porto Sul, não vi muito do mundo, nem tive a chance de receber a melhor educação artística, como a minha irmã.
Ela fez uma pausa e olhou calmamente para o rosto descontente de Estela.
— No entanto, embora meus pais adotivos não tivessem muito dinheiro nem muita cultura, eles me ensinaram uma coisa desde pequena. Não se deve falar dos defeitos dos outros em público. Por mais que não goste, menosprezar os outros na cara deles não apenas faz você perder a própria decência, mas também mostra falta de educação.
Estela engasgou com essas palavras, que não foram nem moles nem duras, e seu rosto ficou entre vermelho e branco.
— Como você fala assim, menina? Que atrevida!
Ofegante de raiva, ela se virou para reclamar com Helena: — Cunhada! Você viu! Você viu que atitude ela tem! Eu de boas intenções demonstrando preocupação, e ela responde armada de pedras! Criança criada no interior não tem regras!
Helena também franziu as sobrancelhas e encarou Isadora.
Estela não se dava bem com Helena quando era jovem.
As duas frequentemente falavam atirando pedras.
Mais tarde, quando Arthur Drummond e Diana se tornaram promissores, ela foi forçada a amenizar seu relacionamento com Helena.
Mas a filha biológica de Helena a fizera perder a moral hoje.
Não se podia garantir que não fora Helena quem ensinou.

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