Lorenzo não tinha expressão no rosto. Ele apenas ajeitou o casaco dela com cuidado e perguntou:
— Por que a pergunta de repente?
— Só curiosidade.
O sorriso de Diana se alargou, parecendo ingênuo e puro: — A irmã é tão bonita, gostei dela assim que a vi. E você, irmão? Você a acha bonita?
O olhar de Lorenzo vacilou por um instante e recaiu sobre o bule de chá de gengibre.
Ele estendeu a mão e pegou o bule de porcelana. As pontas dos dedos tocaram a superfície morna: — Não sei, não olhei direito.
Sua resposta foi ambígua.
Não negou a aparência de Isadora, nem demonstrou nenhum interesse.
— Ah...
Diana abaixou a cabeça, parecendo um pouco decepcionada, mas logo a ergueu, recuperando aquele ar inocente.
— Na verdade, eu até queria que a irmã estudasse com a gente no Verdes Mares. Seria ótimo ter uma companhia. Irmão, me diga, será que a irmã realmente conhece a Profa. Heloísa? Se conhecer, a mãe talvez concorde com a transferência dela.
Lorenzo estreitou os olhos, olhando para a garota à sua frente que parecia totalmente sem defesas, e suspirou levemente, com um tom de indulgência.
— Conhecendo ou não, ela não vai entrar no Verdes Mares.
— Por que não?
Diana franziu as sobrancelhas finas, parecendo não entender nada.
Havia até um tom de indignação em nome de Isadora.
— Se a irmã realmente tem talento e a Diretora Heloísa a aprecia, por que ela não pode entrar? O Verdes Mares não valoriza mais o talento?
Porque, se ela for para o Verdes Mares, sua situação ficará embaraçosa.
Lorenzo não disse essa frase em voz alta.

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