Isadora estava fazendo as pessoas de bobas.
Isso deixou Helena louca da vida.
Isadora colocou uma expressão de inocência e continuou a falar: — Senhora, se não acredita em mim, eu posso dançar agora.
— O que é isso!
A máscara de madame de Helena tinha caído. — Tanta gente aqui, o que você vai dançar? Você tem algum senso de decência!
Para ser mais claro, ela ainda não acreditava em Isadora e tinha medo que ela passasse vergonha.
Diana viu aquilo e mudou de assunto. — Mãe, não tem como a gente saber se o que ela está dançando foi a Diretora Heloísa que ensinou! E se a Diretora Heloísa descobrir... será que ela vai arrumar problemas?
Helena estava aborrecida.
— Já chega! Fiquem caladas! Acabou!
Ela mexeu no rosto e falou para Isadora: — Já que você insiste, vou te dar uma chance, amanhã, eu falo com a Diretora Heloísa. Mas até lá, fique em casa, não procure problema!
Era apenas uma tática.
Ela não acreditava nas palavras de Isadora, só não queria continuar com a situação naquela noite.
Helena olhou para Diana e Lorenzo:
— Diana, tome um banho quente, não pegue um resfriado. Lorenzo, descanse. Marta, vá procurar remédio de alergia para a Isadora e mande para o quarto dela.
— Sim, senhora.
— E tirem essas flores daqui, nunca mais tragam lírios para essa casa!
Diana obedeceu Helena.
— Mãe, não fique brava, tome um banho, sei que foi difícil estar no jantar...
Mãe e filha subiram as escadas.

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