Ele deu a ela um sorriso significativo.
Atrás, o empregado trouxe o chá, e Helena tomou um gole antes de falar.
— Você é a Isadora, certo?
Isadora virou-se, olhou para a mulher de expressão fria e disse de forma comportada:
— Olá, senhora.
Ela a chamou de senhora.
Helena pareceu surpresa e falou com uma distância evidente: — O mordomo já deve ter avisado por que eu não estava em casa. A Diana teve uma competição de dança hoje e, assim que terminou, me pediu para voltar logo, com medo de que você ficasse sem atenção.
Em seguida, ela mudou o tom para um de aviso.
— Você deve ser grata a Diana. Ela é ingênua e boa, vocês precisam se dar bem. Na minha casa, não quero confusão e escândalo!
O comentário foi pouco educado.
Os empregados ao redor perceberam que Helena não gostava da recém-chegada.
Trocaram olhares em silêncio.
Apesar de já estar preparada, Isadora não esperava que a primeira coisa que a senhora Drummond fizesse ao ver a filha fosse dar um aviso.
Além disso...
Ela não perdeu a mudança de expressão de Helena quando entrou.
Isadora olhou para Lorenzo.
Esse irmão dela realmente não fazia nada de bom.
— Eu entendo, não se preocupe, senhora. — Isadora parecia calma e submissa.
Helena não resistiu a dar mais algumas olhadas.
Com isso, notou o curativo na testa de Isadora.
— O que aconteceu com a sua testa?
Antes de Isadora falar, Lorenzo respondeu: — Senhora, não cuidei bem de Isadora e ela acabou se machucando.
Helena olhou para Lorenzo.
Pouco depois, perguntou com dúvida: — E o seu rosto...
— Estou bem, só fui dar uma lição nuns colegas ignorantes da minha irmã e acabei me machucando, me desculpe por isso.
— Inimigos? — Helena franziu a testa, confusa, olhando para o machucado de Isadora. — Que inimigos? Acabou de chegar e já está arrumando confusão?

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