As pupilas de Diana Drummond se contraíram e seu rosto perdeu toda a cor.
Ela parecia ter levado um tapa forte.
Depois de um tempo, conseguiu dizer: — Se você se importa tanto com a minha presença, posso falar com a mamãe e pedir para... sair da família Drummond.
Ela falou com dificuldade, mostrando uma fragilidade de quem estava acuada.
Isadora perdeu a paciência e fez um sinal de silêncio para ela.
— Irmã, eu conheço o seu segredo...
Ela mordeu um pedaço do pêssego que o empregado havia cortado pela manhã, com uma voz clara.
— Você gosta do seu tio, não é?
O corpo de Diana ficou rígido instantaneamente.
Ela sentiu algo explodir em sua cabeça, e seus olhos se encheram de vergonha por ter sido descoberta.
— Isadora! O que... o que você está dizendo!
A voz dela tremia e seus olhos estavam arregalados, fixos em Isadora. Ela perdeu toda a doçura habitual, restando apenas pânico e uma negação forçada.
No banco da frente, as palmas das mãos do motorista suavam no volante.
Ele manteve os olhos fixos na estrada.
Desejava ser surdo para não ouvir nem ver nada.
Só queria entregar as duas na escola em segurança.
Isadora apreciou o descontrole da outra e se encostou no banco, relaxada.
Ela fez o sinal de silêncio novamente.
— Irmã, fale baixo. Isso não é algo de que se orgulhar, é?
Só então Diana notou o motorista.
O coração do motorista batia forte e os nós de seus dedos estavam brancos no volante. Ele queria chegar logo ao destino para encerrar aquela viagem sufocante.
No restante do caminho, Diana não disse mais nada.
—
O carro finalmente entrou pelos portões do Colégio Internacional Verdes Mares.
Como de costume, o motorista as deixaria perto do prédio principal.
Mas hoje, logo após entrar, Diana disse friamente: — Pare aqui. Leve-me para a sala de dança perto do auditório. Tenho uma competição à tarde e preciso ensaiar pela manhã.
O auditório ficava longe do prédio de aulas do primeiro ano.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: 500 Reais pelo Fim: A Entrega Amarga da Ex-Favorita