Lorenzo viu a marca no pescoço dele e suas pupilas se contraíram. Um sorriso de deboche surgiu em seus lábios.
Otávio pareceu não notar o olhar dele e acenou: — Pode sair.
No primeiro andar, Isadora sentiu sede e desceu para beber água. Ao chegar na curva da escada, viu Diana na sala olhando para o celular com uma expressão de choque e frieza.
Alguns segundos depois, Diana foi até Helena, que bebia chá para se acalmar, e disse baixo:
— Mãe, acabei de ouvir de um amigo da escola que, durante o incêndio, viram o Lorenzo quebrando a janela da sala de equipamentos.
Helena parou a xícara no ar: — O quê?
— É verdade — Diana disse com um tom de preocupação fingida. — Mas, se o meu irmão entrou lá, por que ele não tirou a Isadora? Ela teve que pular. Ele não a encontrou? Ou...
Ela não terminou a frase. Mas a insinuação foi suficiente para deixar Helena em choque.
Entrou pela janela e não salvou a Isadora? Deixou que ela pulasse? Isso não era omissão de socorro?
O rosto de Helena ficou péssimo.
Diana viu a reação de Helena e baixou a cabeça com um sorriso gelado.
— Irmão, você precisa de uma lição.
Isadora, das sombras da escada, viu tudo. Ela não desceu. Virou-se silenciosamente e voltou para o quarto.

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