Ela aproveitou o momento e olhou para Sabrina.
Seu tom era de confusão, com uma indução sutil.
— A Bia era tão boa para você, a ponto de me contar os segredos da família e pedir para eu cuidar de você. Por que você disse essas coisas ruins depois do acidente dela?
— Isso é uma dor enorme para ela e para a Sra. Camargo.
Ao ouvir isso, a Sra. Camargo sentiu sua raiva inflamar novamente.
Sabrina entrou em pânico total.
Ela sentia uma rede invisível se fechando, e a pessoa que a tecia era aquela garota aparentemente inofensiva.
Sabrina não conseguiu manter a calma e gritou desesperada: — Ela era boa para mim? Ela roubou meu artigo! Levei meses para escrever! Ela assinou com o nome dela para participar de um concurso! Isso é ser boa para mim?!
Isadora soltou um arquejo no momento certo.
A jovem cobriu a boca com a mão, seus olhos se arregalaram em choque e sua voz tremeu: — Será que, apenas por causa de um artigo, você chegaria a matar alguém?
O rosto de Sabrina ficou pálido como papel.
Ela percebeu que caiu na armadilha de Isadora. Sua acusação impulsiva não limpou sua suspeita; sob a orientação de Isadora, tornou-se a prova de um motivo para o crime.
— Não! Eu não fiz isso! Não foi o que eu quis dizer!
Sabrina balançou a cabeça freneticamente, chorando de desespero. Ela olhou para Isadora com medo e incompreensão: — Por que você está me prejudicando assim? Eu te acusei de roubo ao meio-dia, mas a Bia me obrigou! Ela me ameaçou usando minha mãe! Não foi por vontade própria!

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