As palavras de Isadora foram calculadas. Ela não acusou Sabrina diretamente, mas colocou-a no centro dos eventos. O silêncio na sala de espera era pesado.
O oficial de polícia olhou para Sabrina Camargo. A jovem tremia tanto que mal conseguia ficar de pé.
— Sabrina Camargo, o que você tem a dizer sobre isso? O crachá encontrado no local é seu.
Sabrina olhou para o crachá e depois para o pai, que desviou o olhar. Ela começou a gaguejar:
— Eu... eu não fiz nada! Eu saí da sala e esqueci meu crachá lá! Eu não comecei o fogo!
— E a discussão com a Bia? — perguntou o policial.
— Nós... nós sempre discutimos. Mas eu nunca faria algo assim! — Sabrina começou a chorar, mas sua falta de álibi e o crachá pesavam contra ela.
Enzo Camargo aproximou-se de Sabrina. Sua voz era fria:
— Você sempre odiou a Bia por ser a filha legítima. Você achou que, eliminando-a, teria um lugar na família?
— Não! Não é verdade! — gritou Sabrina.
Isadora permaneceu sentada, mantendo sua expressão de fragilidade. Ela sabia que, para a Família Camargo, um culpado interno era mais fácil de aceitar do que um mistério sem fim. E Sabrina era o alvo perfeito.
Lorenzo, encostado na parede, não tirava os olhos de Isadora. Ele percebeu como ela manipulava a narrativa sem esforço. A Sra. Camargo, ainda sendo amparada, olhou para Sabrina com um desejo de vingança puro.

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