— Quê? — Valentina estranhou. — Ajudar ela? Por quê?
— Ela não vai conseguir carregar tudo sozinha — disse Isadora secamente, observando Sabrina abrir a porta lateral do prédio de artes. — E eu preciso ir ao banheiro.
Valentina não entendeu muito bem.
Mas como Isadora disse que ia ao banheiro, ela não insistiu.
— Ah... então te espero naquela cafeteria, tá? — Ela apontou para um prédio de vidro ao lado.
— Combinado — assentiu Isadora, caminhando na direção de Sabrina.
Sabrina ouviu os passos e olhou para trás.
Ao ver Isadora, ficou surpresa e em alerta, abraçando sua prancheta com força.
— Eu te ajudo — disse Isadora com tom neutro. — O que precisa carregar?
— Não precisa... — Sabrina recusou por instinto.
Sua voz estava rouca e ela evitava contato visual.
Isadora já tinha passado por ela e aberto a porta de emergência que levava ao depósito.
— Você precisa, não perca tempo.
Sabrina olhou para as costas dela, hesitou e acabou seguindo em silêncio, de cabeça baixa.
As duas desapareceram dentro do prédio.
No grupo da Turma B, Bia viu a cena e seu sorriso aumentou.
Ela inclinou a cabeça para duas seguidoras mais fortes e sussurrou: — Vamos lá ver o que está acontecendo.
— Bia, vamos bater nela?
— Com certeza! — Os olhos de Bia brilhavam com crueldade. — Não tem câmeras no Verdes Mares. Se houver um atrito entre alunos e alguém se machucar “por acidente”, quem vai provar o contrário?
Ela ajeitou as mangas, como se fosse realizar uma tarefa prazerosa.
Seguiu para o prédio de artes sem pressa.
—
Depósito.

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