Valentina estava prestes a soltar outro xingamento.
Isadora tapou a boca dela: — Uma garota tão doce falando de um jeito tão grosseiro.
A voz era suave, com um tom de resignação.
Sentindo o perfume suave de Isadora, a raiva de Valentina diminuiu e ela riu feito uma fã.
Isadora então olhou para Sabrina, com o olhar calmo: — Antes do almoço, vi que você foi a última a sair da sala.
Sabrina desviou o olhar: — Eu vim buscar minha garrafa de água. Eu realmente guardei o dinheiro.
— É mesmo? — Isadora sorriu levemente. — Então vamos olhar as câmeras.
Valentina avisou baixinho: — O Verdes Mares não instala câmeras nas salas, dizem que viola a privacidade...
Sabrina suspirou de alívio secretamente.
Isadora, porém, sorriu: — Então vamos chamar a polícia para colher digitais. — Ela fez uma pausa e completou: — Afinal, eu não toquei nesse envelope em nenhum momento. As digitais vão mostrar quem o colocou ali.
Alguns herdeiros que voltavam do almoço se aproximaram para assistir à briga interna.
Todos tinham expressões de quem se divertia com a situação.
Sabrina entrou em pânico: — Eu não tenho dinheiro para pagar perícia de digitais, não sou rica como você...
Ao dizer isso, a sala ficou em silêncio.
Muitos olharam para Isadora de forma diferente. Era verdade, ela estava na Turma F, mas era bonita e usava roupas boas. De onde vinha o dinheiro?
Valentina percebeu a maldade na fala e ia retrucar.
Sabrina se antecipou: — Já que o dinheiro foi encontrado, quem pegou não importa mais. — Ela se abaixou e recolheu as notas apressada. — Talvez eu tenha guardado no lugar errado por engano. Desculpem o transtorno.
Ela queria encerrar o assunto rapidamente.
Mas Isadora não permitiria que seu nome fosse manchado injustamente.
— É melhor esclarecer — disse Isadora claramente, encarando Sabrina. — É meu primeiro dia aqui, não quero confusão, mas não tenho medo dela. Calúnia de roubo é coisa séria. Vou ligar para a polícia.
Enquanto falava, ela pegou o celular.
Sabrina ficou completamente pálida e tentou impedi-la: — Não ligue! Talvez eu tenha me enganado mesmo! Eu estava com pressa e posso ter errado de mesa...
Ela falava coisas desconexas, pegou o resto do dinheiro e saiu correndo da sala sem olhar para trás.
Sua saída foi desesperada.
A sala ficou em silêncio.
Valentina continuava indignada: — Que garota é essa! Claramente foi uma armação!
Isadora já estava acostumada com esse tipo de tática.
Ela pegou o uniforme calmamente e verificou o tamanho.
Valentina, temendo que ela estivesse chateada, tentou mudar de assunto: — No terceiro andar, na área da Turma A, tem provadores ótimos! Isadora, quer ir lá provar o uniforme?
Nesse momento, o celular de Valentina vibrou. Ela olhou a mensagem e seus olhos brilharam.
Isadora notou a reação dela e disse: — Pode ir, eu vou sozinha.
Valentina pensou um pouco.

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