Lorenzo recuperou os sentidos.
Ele desviou o olhar, deu uma última tragada e jogou a bituca do cigarro pela janela. Observou Isadora se aproximar: dez metros, oito, cinco...
Ele deu um sorriso provocador.
— Segure-se — disse ele para Diana.
Então, engatou a marcha e pisou no acelerador.
O Bentley preto disparou da garagem, passando por Isadora sem reduzir a velocidade, deixando apenas um vento forte e o som estridente dos pneus.
Isadora parou, já esperando por aquilo. Sua expressão não mudou.
Dentro do carro, Diana olhou para trás com fingida preocupação.
— Lorenzo, por que deixou a Isadora para trás? É o primeiro dia dela, e se ela se atrasar?
Lorenzo segurava o volante com uma mão.
— Ela que anda devagar. A culpa é minha?
— Mas... e o tio Otávio?
— Não se preocupe — interrompeu ele friamente. — Eu assumo a responsabilidade.
No local, Isadora pensou em chamar um táxi.
Um motorista da família, Seu Li, aproximou-se apressado.
— Senhorita, eu a levo para o colégio.
Isadora o avaliou.
— Não precisa, eu vou de táxi.
Seu Li pareceu preocupado.
— Senhorita, a área ao redor do Verdes Mares proíbe a entrada de carros particulares que não sejam dos alunos. O colégio é enorme, se for de táxi, terá que caminhar quase uma hora.
Vendo que Isadora ainda hesitava, ele acrescentou:
— Foi o Sr. Otávio quem ordenou.

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