“Calma, Deusa da Lua!”
Quando Mochizuki Kawa e os outros viram a Deusa da Lua agir de forma tão imprudente, tentaram detê-la.
No entanto, Tsukuyomi jamais permitiria que a segurassem.
Ela empurrou com força os artistas marciais japoneses que bloqueavam seu caminho e correu desesperadamente em direção a Ye Fan.
Talvez tenha forçado demais o ferimento, pois o sangue voltou a jorrar de seu abdômen.
Mas isso já não importava para ela.
Por mais dolorosos que fossem seus ferimentos físicos, nada se comparava à angústia de ver seu mestre ferido.
Naquele momento, Ye Fan já havia se levantado dos escombros.
Com o Corpo do Deus Dragão neutralizado, suas roupas estavam há muito tempo em farrapos.
Sangue escorria por seu braço.
Sob a pele rasgada, era possível vislumbrar o osso branco como leite.
A dor era tamanha para a Deusa da Lua que lágrimas desciam por seu rosto.
Abraçando o homem com força, ela soluçou: “Não lutemos mais, Mestre. Nunca mais. Vamos voltar para Jiangdong. Vamos para casa...”
A garota que chorava abraçada a Ye Fan já não era mais a divindade suprema do Japão, que antes abalara o país e surpreendera o mundo inteiro. Agora, era apenas uma jovem apaixonada, uma garota preocupada com a pessoa que amava.
Em essência, era apenas a menina inocente que Ye Fan levava consigo para todo lado, Suzumiya Eigetsu.
No mundo dela, não havia grandes missões ou Japão e seus cidadãos.
Para ela, o país e sua sobrevivência eram apenas ilusões.
A única coisa real era seu mestre.
O mundo dela era apenas Ye Fan.
Ela já o perdera uma vez e não queria passar novamente pela dor de perdê-lo.
Por isso, seu coração quase se despedaçou ao ver Blaze ferindo-o.
Enquanto chorava em total desespero, parecia uma criança.
“É só um ferimento bobo, bobinha. Já passei por situações de vida ou morte inúmeras vezes, então isso não é nada.”
Ye Fan jamais esperava tamanha tristeza dela por um ferimento superficial.
Ele não sabia que Suzumiya Eigetsu temia perdê-lo de novo.
Justamente por já ter sentido essa dor, ela temia ainda mais a perda.
Por isso, as palavras de Ye Fan não a acalmaram.
Pálida e fraca, ela continuou a abraçá-lo com força. Enterrando o rosto em seu peito, implorava repetidamente para que ele não lutasse mais.
Ela queria voltar para Jiangdong. Mais do que isso, queria que ele voltasse para lá, para o lugar onde se conheceram.
Foi lá que ela sentiu o calor de um lar pela primeira vez.
Por isso, para ela, a casa de Ye Fan também era sua casa.
Depois de tantos anos de lutas e de estar à deriva, seu coração, já frágil, estava cheio de cicatrizes.
Seu maior desejo nunca foi influência ou poder.
Ela só queria voltar para casa, para Jiangdong, para o lar deles.
Lá não havia batalhas nem sangue, muito menos o risco de separação pela morte.
O que existia era apenas paz e felicidade.
É verdade. Depois de passar por tanto e ver o sofrimento do mundo, ter influência e poder não significa nada no fim das contas. Viver uma vida simples e tranquila é a felicidade mais básica.
“Eigetsu, prometo que vou te levar de volta, de volta para Jiangdong em Jingzhou. Vou cuidar do jardim com você e visitar o Lago Dongchang novamente. Em breve... Quando esta batalha terminar, vou te levar para onde quiser e te deixar comer o que quiser. Mas agora, deixe-me resolver essa dívida que já dura mais de dez anos.”
A expressão de Ye Fan foi ficando cada vez mais fria.
Sua energia dispersa voltou a se concentrar no seu dantian.
Naquele instante, ele parecia uma chama renascida das cinzas, seu poder explodindo novamente.
Girando, lançou um olhar afiado para a besta de quatro asas.
No fim das contas, subestimei essa criaturinha.
Ele pensava que poucos no mundo poderiam feri-lo, considerando o poder do Corpo do Deus Dragão.
Infelizmente, calculou errado.
Jamais imaginou que o Corpo do Deus Dragão, em que confiou por anos, não resistiria a um pisão da besta.
“Não lute mais, Mestre... Por favor. Não lute mais,” Suzumiya Eigetsu continuava implorando.
Segurando as roupas de Ye Fan, ela balançava a cabeça, lágrimas escorrendo pelo rosto.
Bam!
Ele não dava a mínima para as mudanças em Ye Fan.
Para ele, Ye Fan não era páreo para um golpe de Blaze, não importava quantos truques tivesse.
Afinal, nada resiste ao poder absoluto.
Blaze era tão forte que quase nenhuma artimanha do mundo poderia feri-lo.
“Ataque!”
Ao comando de Chu Tianqi, Blaze soltou um longo uivo.
Logo depois, brandiu suas garras afiadas e avançou novamente contra Ye Fan.
Ye Fan permaneceu imóvel como uma estátua.
Só quando Blaze estava quase sobre ele, Ye Fan estendeu a mão e agarrou a enorme garra.
O impacto o arrastou por cem metros.
Ao ver isso, Chu Tianqi sorriu com desdém e balançou a cabeça.
“Que tolo! Quis medir forças com Blaze? Você é mortal, mas sonha em se igualar a uma divindade? É como um vaga-lume querendo competir com a lua!”
Ele riu com escárnio.
Mas seu sorriso não durou muito.
Ye Fan, que fora arrastado pelo impacto, finalmente firmou os pés. Depois de bloquear o ataque de Blaze, continuou segurando a garra afiada.
Então, um poder infinito explodiu de seu corpo pequeno e aparentemente frágil, sob o olhar atônito de todos.
Usando-se como alavanca, ele conseguiu erguer o corpo gigantesco de Blaze.
“I-I-Isto é impossível?”
Todos ficaram boquiabertos diante daquela cena.
Chu Tianqi ficou completamente chocado.
Jamais imaginou que realmente existisse alguém capaz de enfrentar Blaze de igual para igual.
Bam!
Enquanto todos ainda estavam em choque, Ye Fan já havia erguido Blaze acima da cabeça e o arremessou com força no chão.
E então, repetiu a sequência de movimentos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...