Após uma noite em claro, Noa e Junie ficaram radiantes ao ver que Ye Fan ainda estava vivo.
Noa, em especial, sentiu-se exultante ao descobrir que Ye Fan não havia morrido.
Seu coração havia se despedaçado ao ver o corpo mais cedo. Mas, ao perceber que havia chorado pelo homem errado, ela enxugou as lágrimas e abriu um sorriso.
As duas correram ao encontro de Ye Fan ao mesmo tempo.
Ye Fan apenas sorriu suavemente enquanto permanecia ali, abraçando Junie.
O aroma encantador do corpo de Junie preencheu seu olfato imediatamente.
— Seu idiota. Por que você sempre faz as pessoas se preocuparem com você? Eu preferia que você desistisse da vingança a ter que ver algo ruim acontecer com você — reclamou Junie, com os olhos vermelhos, encostada em seu peito e batendo de leve em seu corpo.
No passado, buscar vingança era o objetivo supremo de Junie.
Ela estava disposta até a sacrificar a própria vida para matar Fen Tian.
Mas logo Junie percebeu que seu coração, antes tomado pelo ódio, havia aberto espaço para alguém especial.
O amor e o carinho que sentia por essa pessoa acabaram superando as mágoas que carregava.
Se tivesse que escolher entre sua vingança e Ye Fan, ela sabia que escolheria Ye Fan!
— Pronto, pronto. Voltei inteiro, não voltei? Pare de chorar. Você fica ainda mais feia chorando. Anda, me mostra o peito. Quero ver se engordou — disse Ye Fan, tentando animá-la.
Depois de acalmar Junie, ele a afastou delicadamente, enxugou suas lágrimas e lançou alguns olhares atrevidos para seus seios.
Em seguida, assentiu. — Ótimo. Estão maiores agora. Você deve ter se alimentado bem ultimamente.
— Sério?
Enquanto Ye Fan examinava o peito de Junie, Huangniu, aparentemente um pouco embriagado, surgiu do nada e começou a observá-la de cima a baixo.
Enquanto todos olhavam surpresos, o bêbado Huangniu estendeu o casco e deu um tapinha suave no peito de Junie.
O casco afundou em seus seios macios.
— Você chama isso de grande? São bem menores que os da Wan’er. Moça, Ye Fan não foi sincero. Aposto que ele já viu seios bem maiores — disse Huangniu para Junie, com um tom sério.
Mas Huangniu não percebeu a mudança repentina no clima.
Junie ficou completamente atônita. Congelou, sem saber como reagir.
Alguns segundos depois, ela gritou e deu um tapa em Huangniu. — Seu pervertido!
Huangniu ficou pasmo.
O quê? Fiz algo errado? Você me bate só porque comentei sobre o tamanho dos seus seios? Por que não bateu em Ye Fan? Ele também comentou. E ainda mentiu sobre o tamanho!
Irritado, Huangniu bateu o casco do outro lado do peito de Junie. — Viu? Eu disse a verdade. São pequenos. Nunca toquei nos seios da Wan’er, mas dava para perceber o tamanho mesmo com roupa.
Huangniu se virou para Ye Fan e perguntou: — Não acha? Fala a verdade, vai. Os dela são bem menores que os da Wan’er, não são? Se não acredita, pode conferir você mesmo.
O rosto de Ye Fan escureceu na hora. O que eu trouxe daquela caverna? Como ousa tocar nos seios da Junie?
— Cai fora da minha frente, sua vaca idiota!
Ye Fan não aguentou mais. Deu um chute em Huangniu, que voou vários metros longe.
— Calma, Junie. Já dei uma lição nessa criatura estúpida. Não sei de onde ele veio. Sério, não faço ideia... — Ye Fan tentou consolar Junie, forçando um sorriso.
Mesmo assim, Junie sentia que ia explodir de raiva.
Ao perceber que Ye Fan a ignorava, ela finalmente desmoronou. A intimidade entre Ye Fan e Junie foi a gota d’água.
Sevandya suspirou. — Não é culpa sua, minha querida. Acho que você não conheceu o senhor Chu no momento certo. Ouça o que digo. Siga em frente e mantenha sua amizade com ele.
Até Sevandya achava cruel destruir as esperanças de uma mulher.
Desde que Ye Fan indicou Noa para liderar a família, Sevandya percebeu o interesse dela por Ye Fan.
No início, o velho achava que eles formavam um casal perfeito. Afinal, ela era bonita, vinha de uma família influente e comandava a família mais poderosa da Índia.
Por isso, acreditava que Noa era digna do amor de Ye Fan.
Mas quando Ye Fan demonstrou seu poder no dia do casamento, Sevandya percebeu que o havia subestimado.
Na verdade, Sevandya passou a enxergar Ye Fan mais como uma divindade do que como um homem.
Não importava o quão influente fosse Noa, ela era apenas uma humana comum.
Como alguém mortal poderia almejar uma divindade?
Por isso, Sevandya acreditava que Noa estava apenas sonhando alto demais.
— Não! Não vou desistir! Quero ser mais do que amiga dele. Eu gosto dele. Quero que ele seja meu.
Sevandya continuou a aconselhá-la: — Mas Noa, você precisa entender a diferença entre vocês. Nunca vamos compreender o senhor Chu e o mundo de onde ele veio. Somos apenas pessoas comuns.
Noa cerrou os punhos e respondeu, com um olhar determinado: — E daí? Não vou desistir. Para Ye Fan, talvez eu seja insignificante, mas até os pequenos podem sonhar em conquistar o oceano.
— Vou me esforçar pelos próximos dez ou até vinte anos. Ainda sou jovem, tenho todo o tempo do mundo para superar meus limites. Um dia, vou mostrar a ele do que sou capaz! — disse Noa, com os olhos brilhando de paixão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...