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Vingança servida a frio romance Capítulo 1977

Ye Fan sorriu com desprezo.

No entanto, o Rei Folo e os outros continuavam incrédulos, ainda alimentando esperanças equivocadas em relação ao seu ancestral e antigo mestre.

— Nesse caso, permitam-me acabar de vez com suas ilusões! — declarou Ye Fan, com um olhar gélido.

Em seguida, ele sacou sua espada e a desceu com fúria.

Uma onda de energia cortante, com mais de mil metros de largura, avançou em direção ao Monte Folo.

Estrondo!

A terra se rasgou, e as montanhas tremeram.

Como se estivesse fatiando legumes, Ye Fan desferiu incontáveis golpes, destruindo o solo sagrado das artes marciais indianas.

— V-Você...

— Maldito!

— Como ousa profanar as terras ancestrais da Índia!

Os olhos do Rei Folo e dos demais se avermelharam ao verem aquelas montanhas, que por séculos guardaram legados, sendo reduzidas a escombros pelas mãos de Ye Fan.

Em questão de instantes, picos majestosos de milhares de metros em todas as direções viraram pilhas de destroços.

O coração do Rei Folo e de seus companheiros sangrava!

Diante da destruição do local mais reverenciado, testemunharam a ausência contínua do antigo mestre.

Foi então que o Rei Folo percebeu que Ye Fan estava certo ao afirmar que o ancestral e antigo mestre talvez jamais aparecesse novamente.

Com a última esperança destruída, Rei Folo, Haibu e os demais mergulharam em total desespero.

Como um náufrago, agarraram-se à possibilidade de Indra surgir, como se fosse sua boia salva-vidas.

Mas até essa boia havia desaparecido.

Pode-se imaginar o tamanho do desespero deles.

Naquele instante, Rei Folo sentiu-se esgotado, tomado por um cansaço e fraqueza avassaladores.

No fim, esses Supremos indianos cambalearam e caíram de joelhos, sem forças sequer para se manterem em pé.

— Hahaha... Hahahaha... Os céus decretaram o fim da Índia! São os próprios deuses que desejam ver o mundo das artes marciais indianas em ruínas... Só posso amaldiçoar minha própria incompetência por testemunhar o fim de milhares de anos de história sob minha vigília — exclamou Rei Folo, soltando uma gargalhada amarga.

Tamanha era a impotência e desolação em sua voz. Parecia ter envelhecido décadas em um instante.

Jamais, nem nos piores pesadelos, Rei Folo e seus companheiros imaginaram que o poderoso mundo das artes marciais da Índia seria destruído por um único homem.

Humilhação, indignação, desespero e ódio — uma torrente de emoções invadiu o coração de Rei Folo.

Sem perceber, seus olhos já estavam marejados.

— Você venceu, Chu Tianfan... Aceitamos nossa derrota e estamos dispostos a morrer. Mas peço-lhe uma coisa. Poupe nossos civis e os demais artistas marciais da Índia. Apenas nós somos responsáveis pelo que aconteceu. Os outros são inocentes.

Rei Folo olhou para Ye Fan e implorou, assim como Haibu e Bapei.

— Aceitamos humildemente nossa morte... Só pedimos que tenha misericórdia e poupe o povo da Índia...

O trio, abatido e triste, fez seu último pedido a Ye Fan.

Em seguida, esforçaram-se para se ajoelhar, suplicando por clemência.

Isso surpreendeu Ye Fan.

Ele não esperava que esses três Supremos, conhecidos por sua falta de escrúpulos, tivessem tal epifania diante da morte.

Imaginava que, como outros mestres antes deles, culpariam apenas Fen Tian ao implorar de joelhos.

Agora, parecia que esses líderes máximos das artes marciais indianas ainda possuíam alguma dignidade.

Ye Fan não duvidou da sinceridade deles. Por isso, ao ver o trio disposto a morrer, mudou de ideia.

— Posso atender ao seu pedido, mas com uma condição — disse Ye Fan, sorrindo com um brilho nos olhos.

Entre eles, havia dezenas de grandes mestres, todos pilares de suas comunidades ao redor do mundo. E Ye Fan matou todos!

Eles não duvidaram da veracidade das palavras de Ye Fan, pois seu histórico em batalha mostrava o quão implacável ele era.

Anos atrás, foi ele quem eliminou inúmeros lutadores de vários países na floresta tropical.

Sua fama mundial como o monstro das artes marciais só reforçava sua disposição em aniquilar qualquer um.

Se ele ousou matar artistas marciais estrangeiros, Rei Folo sabia que Ye Fan faria o mesmo com seus compatriotas.

Por fim, após uma intensa luta interna, o trio foi obrigado a aceitar as exigências de Ye Fan.

— Está bem! Aceitamos. Mas quero garantias de certos limites. Sem isso, preferimos morrer e decepcionar bilhões do nosso povo! — disse Rei Folo, cerrando os dentes.

No fim, Rei Folo propôs três condições.

Primeiro, aceitariam a servidão, mas isso deveria ser mantido em segredo, apenas entre os quatro.

Segundo, serviriam mesmo com risco de vida, mas jamais fariam algo que prejudicasse seus compatriotas.

Terceiro, aceitariam no máximo cinco anos, pois cinquenta era tempo demais.

Ye Fan aceitou prontamente as duas primeiras condições, mas não a terceira.

— Cinco anos é pouco. Dez.

— Não. Insistimos em cinco!

— Vinte — respondeu Ye Fan.

Isso deixou Rei Folo nervoso. — Você não disse dez?

— Trinta — continuou Ye Fan.

— Chega. Nossas vidas já estão em suas mãos, então que sejam trinta anos! — Sem opções, o trio teve de aceitar esse acordo humilhante com Ye Fan, em segredo.

A partir de então, os três líderes das artes marciais da Índia concordaram em servir a Ye Fan por trinta anos.

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