Antes disso, Ye Fan sempre achou que as lâmpadas eram apenas objetos fixos, e que estavam acesas por causa da grande quantidade de querosene armazenada entre as paredes.
Agora que o abajur havia sido derrubado, ele ficou chocado ao perceber que as lâmpadas não estavam conectadas a nenhuma fonte.
Como então essas lâmpadas continuavam acesas?
O querosene da lâmpada só duraria, no máximo, um dia.
Isso só podia significar uma coisa—alguém ou alguma coisa esteve ali repondo o querosene para manter as lâmpadas acesas!
Só de pensar nisso, a pele de Ye Fan se arrepiou.
A sensação de relaxamento inicial deu lugar à cautela.
Ele já não tinha mais ânimo para admirar os tesouros do cômodo. Em vez disso, começou a examinar o local com atenção.
Ye Fan ficou imediatamente em estado de alerta máximo.
Havia alguém ali!
Mas quem poderia ser?
Talvez o ancestral da Índia não tenha morrido. Talvez ele tenha permanecido aqui todo esse tempo.
Certamente, isso não era uma boa notícia para Ye Fan.
Embora seu contato com o ancestral indiano tenha sido breve, ele sentiu que o outro era muito mais poderoso do que ele.
Além disso, Ye Fan só havia encontrado a alma do ancestral.
Se o corpo real estivesse ali, seus poderes seriam ainda mais impressionantes.
Ye Fan podia ser orgulhoso, mas conhecia seus próprios limites.
Ele mal conseguia resistir à alma do antigo mestre.
Se encontrasse o verdadeiro, sua morte seria certa.
Como isso é possível?
O antigo mestre da Índia existiu há centenas de anos.
Como ele ainda poderia estar vivo?
Será que ele se tornou um ser imortal?
Naquele momento, Ye Fan percebeu que tudo o que sabia estava desmoronando.
Ele sempre acreditou que existiam imortais no mundo.
Só não tinha certeza se havia outros tipos de seres acima da Terra.
Para Ye Fan, seres sobrenaturais eram apenas lendas.
Por causa dessa visão, Ye Fan sempre achou que a vida humana tinha um limite, mesmo que alguém atingisse o auge das artes marciais.
Ao longo dos anos, era raro encontrar lutadores com mais de cem anos.
Ele certamente nunca conheceu alguém com mais de duzentos anos.
Portanto, se o ancestral indiano ainda estivesse vivo, tudo o que Ye Fan pensava saber seria posto em xeque.
Ele nem ousava imaginar como alguém que viveu quase mil anos conseguiu sobreviver por tanto tempo.
Tum!
Naquela caverna assustadoramente silenciosa, nenhum som podia ser ouvido.
Era como se o tempo tivesse parado.
Ye Fan só conseguia ouvir seu próprio coração batendo enquanto mergulhava em pensamentos.
A porta antiga e as grossas camadas de poeira denunciavam a passagem do tempo.
As lâmpadas, que antes traziam calor, agora eram fonte de terror.
Toc! Toc! Toc!
De repente, ele ouviu sons na caverna silenciosa.
Pareciam cascos de cavalos batendo no chão.
Eram claros, mesmo não sendo altos.
O espaço fechado amplificava ainda mais o som.
Ye Fan se virou rapidamente e olhou para o fim do túnel, de onde vinham os sons.
Devo ir até lá ver?
Uma escolha surgiu diante de Ye Fan.
Parecia simples, mas provavelmente estava ligada à sua sobrevivência.
Se fosse até lá e encontrasse o ancestral indiano, sua morte seria certa.
Se ficasse parado, acabaria morrendo junto com todos aqueles tesouros.
“Droga! De qualquer jeito, vou morrer! Então vou!”
Ye Fan cerrou os dentes, uma expressão feroz tomou conta de seu belo rosto.
Em seguida, caminhou lentamente em direção à origem do som.
Toc! Toc!
Uma mulher!
Uma mulher completamente nua!
Sua pele alva parecia jade branca. Pernas longas e esguias, cintura fina e seios firmes criavam uma imagem sedutora sob a luz suave.
Uma mulher tão encantadora seria capaz de enlouquecer qualquer homem!
Além disso, o rosto daquela mulher era deslumbrante.
Mesmo de olhos fechados, seus traços delicados eram suficientes para cativar qualquer alma.
O corpo quase perfeito combinava com um rosto quase perfeito.
Sua beleza era diferente da de Tang Yun e Qiu Mucheng.
Talvez elas não fossem tão belas quanto aquela mulher, mas suas belezas eram palpáveis e despertavam o desejo mais primitivo dos homens.
Já a mulher diante dele, sua beleza era quase irreal.
Ela se parecia com a mulher retratada na obra de arte.
Só restava admirar e suspirar diante da criação divina, sem ousar ter pensamentos impuros.
Alguém como ela não deveria existir neste mundo.
A aparição daquela mulher despertou a desconfiança de Ye Fan.
Porém, logo ele foi distraído por um barulho próximo.
Não muito longe da cama, havia um espaço vazio.
No chão, um tapete retangular.
Sobre o tapete, um bezerro estava de pé.
As patas traseiras tocavam o chão, enquanto as dianteiras estavam erguidas.
Além disso, as patas traseiras se alternavam no ar, como se o animal estivesse dançando.
As patas dianteiras também não ficavam paradas. Quando uma das traseiras se erguia, a dianteira correspondente batia nela.
E assim seguia o ritmo.
Ao mesmo tempo, o bezerro contava, acompanhando o compasso.
“Um, dois, um, dois, um, dois...”
Ye Fan ficou completamente atônito.
O-O bezerro está fazendo ginástica?
Seus olhos quase saltaram das órbitas.
Como pode um bezerro estar fazendo ginástica?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...