Surpresos com a ousadia de Ye Fan, Kieran e Winnie ficaram sem palavras.
Kieran chegou a arregalar os olhos, incrédulo, fixando o olhar em Ye Fan.
Para ele, Ye Fan só podia ter enlouquecido. Meu Deus! Ele não percebe que está sozinho e em outro país? Além disso, ela claramente vem de uma família rica e influente por aqui. Sem falar que está cercada de seguranças!
Kieran lançou um olhar para a entrada e engoliu em seco ao ver cerca de vinte seguranças de prontidão. Céus! Que exibição! Ela é, sem dúvida, uma socialite de família nobre.
Até Winnie, sua irmã conhecida pela arrogância, ficou intimidada e mal podia esperar para sair do restaurante.
Jamais lhe passou pela cabeça que Ye Fan teria coragem de expulsar a jovem e seus brutamontes dali! Hmph! Ele realmente soa autoritário! Mas será que não percebe que está sendo imprudente? Só vai acabar se metendo em encrenca!
Naquele instante, Kieran não conseguiu evitar sentir pena de Ye Fan. Era como se já previsse que ele acabaria em uma situação lamentável.
Balançando a cabeça, Winnie zombou: “Que idiota! Está cavando a própria cova!”
Depois disso, ela simplesmente o ignorou.
Afinal, ela nunca dava atenção a quem considerava insignificante. Por isso, não se importava com o que aconteceria com Ye Fan. Naquele momento, só queria sair dali com Kieran.
Por outro lado, a jovem elegante ouviu naturalmente as palavras de Ye Fan.
Franzindo as sobrancelhas, lançou-lhe um olhar.
Logo em seguida, abriu os lábios e falou com um tom gélido: “Como ousa me humilhar?”
“Queimem-no até a morte!”, ordenou friamente aos seguranças. Suas poucas palavras soaram como a sentença final de um juiz, condenando Ye Fan à morte!
O quê? Num piscar de olhos, Kieran e Winnie ficaram boquiabertos.
Embora soubessem que as leis na Índia talvez não fossem tão rígidas quanto em seu país, jamais imaginaram que alguém teria a ousadia de tirar a vida de outra pessoa em plena luz do dia, numa rua movimentada da cidade.
Meu Deus! Como podem ignorar a lei assim? Não têm medo de causar um incidente diplomático ao matar um estrangeiro? Ou será que há alguém muito poderoso por trás dessa jovem? Por isso ela age como uma princesa, sem se importar com as leis! Kieran pensou, alarmado.
“Senhorita, não acha que está exagerando? Como pode mandar matar alguém só porque ele a ofendeu com algumas palavras? Poderia agir de forma mais racional, principalmente com estrangeiros. Não seria suficiente se ele se desculpasse? Ou, se quiser, pode até bater nele para descontar a raiva, mas tirar a vida dele é cruel demais. Não sente que é desumano? Seu país não preza tanto pela religião oficial? Se não me engano, ela ensina os fiéis a tratar os outros com compaixão e bondade, não é? Não acha que deveria honrar as virtudes dos seus antepassados?” Kieran começou a falar sem parar, bombardeando a jovem com argumentos.
Parecia que ele defendia Ye Fan por preocupação, buscando justiça para os considerados mais fracos.
“Kieran, o que deu em você? Por que se meter nisso? Ficou louco?” Winnie o repreendeu.
Ela ficou apavorada ao ver Kieran tentando defender Ye Fan. Seu rosto empalideceu na hora.
Enquanto Winnie, tomada pelo pânico, repreendia Kieran, a jovem elegante ignorava os dois.
Naquele momento, ela mantinha o olhar fixo em Ye Fan.
Desde pequena, sempre foi o centro das atenções. Não havia palavras para descrever o quanto era admirada e bajulada por todos. Nem mesmo seu pai jamais levantou a voz para ela.
Jamais imaginou que alguém teria a ousadia de expulsar seus homens na sua frente.
Sem dúvida, Ye Fan havia ultrapassado todos os limites. Tomada pela raiva, ela jurou dar-lhe uma lição, queimando-o até a morte!
Com semblante solene, os brutamontes pareciam cavaleiros leais, prontos para obedecer às ordens de sua poderosa rainha. Num piscar de olhos, uma aura de frieza e intenção assassina tomou conta de seus rostos.
Após assentirem respeitosamente para ela, partiram para cima de Ye Fan sem hesitar. Parecia que pretendiam espancá-lo antes de queimá-lo.
No entanto, Ye Fan continuava tranquilo, saboreando seu chá, alheio aos golpes que vinham em sua direção.
“Senhor, cuidado!” Kieran gritou, apreensivo.
Mesmo assim, Ye Fan permaneceu imóvel, ignorando tudo ao redor.
Tum!
Sons pesados ecoaram quando os socos dos brutamontes acertaram as costas de Ye Fan em sequência.
Kieran cobriu os olhos instintivamente, certo de que Ye Fan estava perdido. Imaginou que os dois brutamontes esmagariam sua coluna com facilidade.
Já Winnie mantinha o rosto impassível, sem um pingo de compaixão. Para ela, Ye Fan estava apenas colhendo o que plantou. Pfft! Só tem a si mesmo para culpar por sua imprudência. Agora, que arque com as consequências.
Todos chegaram à conclusão de que Ye Fan logo estaria em péssimo estado. Mas, de repente, tudo mudou.
Vruuum!
Winnie não pôde deixar de zombar em pensamento, achando-o um tolo. Como pode continuar tomando chá numa situação dessas?
Pouco depois, ela viu Ye Fan erguer a xícara, tomar um gole e, em seguida, cuspir o chá para cima.
Splish!
O chá se espalhou em todas as direções.
Ninguém percebeu que Ye Fan havia infundido uma onda de Qi invencível naquele gole de chá. Assim, parecia que as pequenas folhas e gotas se transformaram em incontáveis espadas voadoras, disparando contra os seguranças a uma velocidade impressionante.
Vruuum!
Após uma série de gritos agudos ecoarem por todo o salão, o silêncio voltou a reinar.
Todos ficaram paralisados. Os seguranças, ferozes como bestas há instantes, pararam como se fossem robôs que de repente travaram.
Por um momento, o tempo pareceu congelar.
Logo, sangue jorrou das testas dos seguranças.
Boom!
Não demorou para que todos desabassem no chão, caindo sem vida em uma poça de sangue.
O silêncio voltou a dominar o ambiente.
Winnie e Kieran, que haviam acabado de se levantar, ficaram em choque. Suas pernas fraquejaram e eles se agacharam no chão, sem conseguir se controlar.
A jovem, que há pouco exibia ares de princesa, estava agora com o rosto pálido, sem cor.
Ela olhou ao redor, ansiosa, apenas para perceber que todos os seus seguranças estavam caídos.
A cena avassaladora a pegou completamente desprevenida.
Naquele momento, não pôde evitar que uma onda de desespero tomasse conta de si. Parecia uma rainha devastada após ver seu exército destruído, lutando sozinha contra os inimigos ao redor. Agora que todos os seus seguranças haviam tido um fim trágico, não restava ninguém ao seu lado!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...