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Vingança servida a frio romance Capítulo 1834

Em Jiangbei, Livingsfill, as aulas na escola tinham acabado de terminar, então as ruas estavam lotadas de gente.

Pais se aglomeravam perto da entrada de um jardim de infância, todos ali para buscar seus filhos.

O barulho era constante. Pessoas e carros enchiam o local, tornando impossível se mover livremente.

No entanto, todos pareciam acostumados com o caos ao redor.

Era compreensível, já que aquilo acontecia todos os dias no fim das aulas.

Ficava ainda pior quando nevava ou chovia. O trânsito piorava e o lugar ficava ainda mais cheio.

— Mamãe, estou aqui!

— Papai? Por que é você que veio me buscar hoje?

Na entrada da escola, as crianças gritavam animadas enquanto procuravam seus pais. Cada uma corria para os braços de quem amava.

Com o passar do tempo, a rua foi ficando menos congestionada, pois a maioria das crianças já havia ido para casa.

No fim, apenas um menino solitário permaneceu ao lado da entrada da escola. Ele olhava para a rua, esperando pacientemente.

— Fan Júnior, por que sua mãe sempre se atrasa tanto? Não consigo falar com ela pelo telefone. Meu Deus, já estamos esperando há uma hora e o sol está se pondo. Ainda preciso correr para casa hoje para cozinhar.

Uma professora estava ao lado do menino, claramente impaciente.

Enquanto reclamava, ela discava o mesmo número repetidas vezes.

— Desculpe. Acho que minha mãe está ocupada no trabalho — respondeu o menino educadamente, fazendo uma reverência para se desculpar.

— E seu pai? Se sua mãe está ocupada, talvez seu pai esteja livre. Me passe o número dele, vou ligar para ele — disse a professora, voltando-se para o garoto.

O menino já frequentava o jardim de infância há algum tempo, mas a professora só agora percebeu que era sempre a mãe que vinha buscá-lo. Não me lembro de ter visto o pai dele.

Essas palavras deixaram o menino triste. De repente, seus olhos brilhantes perderam o entusiasmo.

— Minha mãe disse que eu não tenho pai...

Ninguém percebeu, mas quando o menino respondeu, uma figura magra escondida atrás de uma árvore tremeu levemente.

— Fan Júnior!

Nesse momento, uma mulher chamou do outro lado da rua, com voz preocupada.

Logo, uma bela mulher apareceu em um carro velho.

— Me desculpe por ter feito você esperar tanto. Prometo que não vou me atrasar de novo — disse a mulher, olhando para a professora com um ar de desculpas.

— Não precisa. Já ouvi essa promessa umas dez vezes. Sério, se você quer o melhor para o seu filho, deveria arrumar um pai para ele. É difícil cuidar de uma criança sozinha — respondeu a professora, suspirando antes de ir para o carro e partir.

A mãe e o filho ficaram sozinhos ali.

— Mamãe, você teve um dia difícil no trabalho hoje?

— Nem um pouco. Hoje recebi um bônus. Vamos, Fan Júnior. Vou te levar para comer algo gostoso.

— Não, não quero. Tudo está caro hoje em dia. Vamos logo para casa. Você trabalhou o dia todo, deve estar cansada e querendo descansar.

Enquanto conversavam, os dois seguiram em frente e logo desapareceram no meio da multidão.

A figura que estava escondida só saiu do seu esconderijo depois que eles se foram.

Ele ficou parado no mesmo lugar onde mãe e filho estiveram. Olhando para o horizonte, seu olhar ficou sombrio.

— Já faz mais de duas semanas. Vai continuar seguindo eles? Não pretende se reunir com eles?

Enquanto ele se perdia em pensamentos, uma mulher de aparência marcante apareceu.

Se Han e os outros estivessem ali, reconheceriam imediatamente a mulher como Junie, a especialista em medicina que já serviu ao Salão do Deus Dragão.

O homem magro diante dela era ninguém menos que Ye Fan, que já havia deixado o norte há mais de um mês.

Ye Fan foi secretamente para Jiangdong depois que voltou ao país.

Ele ainda não estava totalmente recuperado, então não podia divulgar que havia sobrevivido.

Por isso, não visitou ninguém ao retornar a Jiangdong.

Tudo o que fez foi passar pela residência dos Ye no Monte Yunding.

Por isso, depois do incidente na floresta tropical, tanto Qiu Mucheng quanto Ye Ximei pediram para Ye Fan se acalmar. Queriam que ele levasse uma vida segura e estável.

Elas simplesmente não suportariam passar por aquela dor novamente.

Infelizmente, Ye Fan não as ouviu.

Ignorou os conselhos da família e o sofrimento da parceira. Sem nada nas mãos, mergulhou no perigo mais uma vez e quase morreu.

Naquele dia, Erick Li e os outros não apenas levaram Ye Fan para casa em um caixão. Eles também mataram o coração de Qiu Mucheng, que morreu de dor e sofrimento.

Ela ficou triste, decepcionada e furiosa.

Por quê? Por que aquele idiota não valoriza a própria vida? Por que precisa ser tão egoísta e machucar repetidamente quem está ao seu lado?

Desiludida, Qiu Mucheng decidiu deixar Jiangdong, um lugar cheio de lembranças e mágoas.

Ye Fan sabia o que Qiu Mucheng sentia, e por isso tinha vergonha de voltar para eles.

— Então... Seu plano é viver como um morto-vivo? Vai ignorar sua esposa, seu filho, sua mãe e todos que já conheceu? — perguntou Junie, confusa.

Ele está vivo, então por que não conta isso para as pessoas que mais ama?

— Não sei. Só sei que, mesmo que eu decida voltar, esse reencontro ainda terá que esperar. Preciso garantir que termine tudo o que me propus a fazer, e só voltarei depois de sobreviver a tudo. A dor de perder alguém que se ama... isso é algo que só se deve sentir uma vez. Não vou fazê-los passar por isso de novo.

O coração de Ye Fan transbordava de culpa. Ele sabia o quanto havia ferido todos.

Já se passaram dois anos, e talvez a dor em seus corações tenha diminuído.

Então, por que arriscar destruir essa paz?

Se ele morresse no futuro, eles teriam que passar pela mesma dor novamente.

Ye Fan já havia morrido uma vez, então não ousava mais sonhar com certas coisas.

Pelo menos, não sonharia em ser feliz até cumprir sua missão.

Amor e família... eram coisas que ele já não merecia.

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