“O que está acontecendo, Sr. Chu?” A urgência de Ye Fan assustou He Yurou.
Apesar de sua inocência, ela percebeu pelo tom dele que Ye Fan devia estar enfrentando algum problema sério.
“É melhor você não saber, Yurou. Apenas siga meu conselho.”
Foi um choque desagradável para Ye Fan saber que Han e os outros estavam planejando convocar todos os membros do Salão do Deus Dragão para ajudá-lo na Seita Chu.
Quando as coisas saíram tanto do controle? Preciso encontrá-los o quanto antes e impedir que coloquem algum plano imprudente em prática.
Embora a família Chu quisesse assumir o comando da batalha, os guerreiros das famílias Tang e Jones ainda eram formidáveis.
Ainda mais importante, como Tang Yun havia mencionado, o despertar da fera ao pé do Monte Chumen apresentava novos desafios ao plano deles.
O objetivo de Ye Fan estava quase alcançado, já que a família Chu caía cada vez mais em desgraça após a morte de Chu Zhengliang.
Diante da situação atual, o melhor a fazer é deixar Norwal City e voltar para a China. Além disso, ainda não é o momento de enfrentar a Seita Chu.
He Yurou sabia que não deveria fazer perguntas ao ver a expressão séria no rosto de Ye Fan.
Assim, os dois logo voltaram para o apartamento e encontraram Tang Yun já pronta, esperando por ele no centro da sala.
Com apenas um aceno de cabeça trocado entre eles, os dois agiram imediatamente, sem hesitar. Depois de se despedirem de He Yurou, partiram às pressas e logo desapareceram na escuridão da noite para encontrar Erick Li, deixando He Yurou sozinha no apartamento.
Naquela noite, a lua estava escondida atrás de densas nuvens negras.
“Fico imaginando em que tipo de encrenca o Sr. Chu se meteu”, murmurou baixinho para si mesma. “Espero que tudo dê certo para ele.”
He Yurou olhou com saudade na direção por onde Ye Fan partiu, através das grandes janelas de vidro.
Seu coração não parava de bater acelerado, tomada pelo medo de que algo ruim acontecesse com ele.
Depois de um tempo, seus pensamentos voltaram ao incidente na entrada do teatro.
He Yurou saboreou a lembrança do beijo que compartilharam. Embora tenha sido forçada pelas circunstâncias a improvisar uma pequena encenação, era uma cena que ela já havia ensaiado muitas vezes em suas fantasias, até que se tornou a coisa mais natural do mundo quando chegou o momento de agarrar a oportunidade.
Um sorriso sonhador, misturando timidez e nostalgia, surgiu em seus lábios enquanto se perdia em devaneios.
Então é assim que é beijar o homem que amo.
He Yurou foi bruscamente interrompida por um estrondo repentino quando a porta do apartamento foi escancarada.
No instante seguinte, uma dúzia de brutamontes armados com tacos entrou marchando. Os braços deles estavam cobertos de tatuagens.
Os olhares maldosos deles deixaram He Yurou profundamente desconfortável.
“Quem são vocês?” ela gaguejou, recuando. “O que querem?”
Os homens não responderam. Após se alinharem em duas fileiras ao lado da porta, fizeram uma reverência profunda. “Sr. Brown!”
As vozes graves e respeitosas ecoaram pela sala de estar.
Jack riu novamente.
“Difícil acreditar que o homem que sempre foi tão gentil e atencioso com você um dia levantaria a mão contra você? Na verdade, eu deveria te agradecer por me acordar da ilusão de te colocar num pedestal só porque você prezava sua pureza. No fim, era tudo mentira, não era? Tenho que admitir que fui um idiota por deixar você brincar comigo.”
Jack soltou outra risada fria.
As palavras de He Yurou na entrada do teatro o haviam destruído. Só de imaginar a mulher casta que ele idolatrava envolvida com outro homem, sentia-se tomado por raiva e repulsa.
“Já que ele não está aqui, vou começar por você. É isso que acontece com quem me subestima.”
Jack se virou para seus homens. “Tirem toda a roupa dela e pendurem-na na varanda.”
“Por favor, não!” He Yurou gritou, lágrimas escorrendo pelo rosto, debatendo-se com todas as forças, mas em vão diante do aperto de ferro dos brutamontes.
Seus soluços se transformaram em gritos enquanto começavam a rasgar suas roupas.
O sorriso de Jack se alargou diante do sofrimento dela.
“Eu realmente gostava de você, sabia? Desde o primeiro momento em que te vi, o fato de seu corpo ser como neve virgem, que nenhum homem jamais tocou, só te tornava ainda mais irresistível para mim. Você era minha deusa pura e intocada. Eu teria desistido de tudo por você, mas você me traiu. Então não me culpe pelo que está prestes a acontecer, Yurou. Não fui eu quem causou isso. Você trouxe isso para si mesma. Você nunca deveria ter dormido com outro homem.”
Jack balançou a cabeça, nostálgico. A luz fraca em seu rosto revelava uma expressão assustadora e cheia de remorso.
“Não! Me soltem!” He Yurou lutava enquanto lágrimas de horror escorriam por seu rosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...