"Saia do meu caminho, ou eu te mato!" Tang Xian rugiu para Gaius, que o mantinha sob controle.
Se Tang Xian não conseguisse romper o impasse, sua chance de capturar Ye Fan de uma vez por todas escaparia novamente. Preciso resolver isso rápido. Tang Xian começava a entrar em pânico. Seu rosto se contorcia de raiva enquanto ele golpeava Gaius, tentando se libertar do aperto.
Tang Xian lançava xingamentos, mas Gaius não cedia. Por mais que Tang Xian o golpeasse, Gaius se recusava a soltá-lo.
Mesmo quando Tang Xian o lançava longe, Gaius voltava imediatamente e continuava a mantê-lo preso, tudo para que Ye Fan pudesse escapar.
"Viva, Mestre. Viva!" Gaius tossia sangue, e seus ferimentos pioravam a cada instante. Ainda assim, ele olhava na direção para onde havia lançado Ye Fan e, em silêncio, rezava por sua segurança.
Vuuush!
Enquanto isso, Ye Fan foi arremessado a dezenas de quilômetros de distância, e o vento que cortava seu rosto quase o rasgava.
Todos os grandes mestres supremos possuíam força imensa, e Gaius usou quase todo seu poder apenas para lançar Ye Fan para longe. Por isso, Ye Fan poderia acabar a centenas de quilômetros do campo de batalha.
"Gaius! Não precisava fazer isso..." Ye Fan sentia um turbilhão de emoções diante do sacrifício feito por eles.
Ele olhou para o Monte Chumen. Mesmo àquela distância, ainda podia ver vagamente a grande batalha que acontecia lá atrás, e ouvia os sons estrondosos dos combatentes em confronto.
Ele sabia que os Matadores de Dragões só enfrentaram os lutadores da Seita Chu para garantir sua fuga. Gaius estava até disposto a ficar para trás e enfrentar Tang Xian apenas para que Ye Fan pudesse deixar o Monte Chumen.
Afinal, Gaius depositava grandes esperanças em Ye Fan. Esperanças imensas.
Ye Fan murmurou: "Vocês não precisavam fazer isso por mim..."
Ainda voando pelo ar, sentiu a tristeza crescer dentro de si. Queria lutar ao lado dos Matadores de Dragões, mas sabia que era impotente demais para fazer qualquer diferença, mesmo que voltasse à batalha.
Enquanto Ye Fan se afundava em sua tristeza, já havia atravessado a floresta e, em poucos instantes, deixaria os limites do Monte Chumen.
Porém, antes que pudesse alcançar a segurança, alguns homens vestidos de preto estavam de prontidão na fronteira entre a floresta e a montanha. Pareciam elfos sombrios à espreita de sua presa, como ceifadores aguardando para levar alguém ao outro mundo.
Eram treze, todos vestidos de preto dos pés à cabeça. Se não fosse pelo olhar indiferente que brilhava sob o capuz, ninguém pensaria que estavam vivos.
Eles esperavam há muito tempo, como guardiões do inferno, apenas aguardando a alma perdida ser conduzida ao submundo.
Boom!
No instante em que Ye Fan entrou no alcance deles, um dos treze homens ergueu a mão e a pressionou para baixo. Uma parede feita inteiramente de ar surgiu à sua frente, e Ye Fan colidiu diretamente com ela. Perdeu todo o impulso e caiu pesadamente no chão.
O impacto abriu uma cratera no solo, levantando poeira ao redor. Ye Fan tremia e cuspiu sangue. Mesmo assim, arrastou-se até uma pedra atrás de si.
Apoiou-se na rocha, encarando calmamente os homens de preto à sua frente.
Todos eram grandes mestres supremos. Suas auras ardiam intensamente, como um incêndio capaz de consumir tudo ao redor. A energia que emanavam cobria toda a área, aprisionando qualquer coisa dentro dela.
Se escapasse sozinho enquanto Gaius e os outros dessem suas vidas por ele, sentiria culpa mesmo que pudesse vingar seus companheiros.
Morrer no mesmo campo de batalha que eles talvez não seja uma má forma de deixar este mundo, pensou Ye Fan. Já havia feito as pazes consigo mesmo e estava pronto para encarar a morte.
Mas antes de correr para seu fim, Ye Fan olhou para os homens de preto e perguntou: "Vocês não parecem ser da Seita Chu, pelo jeito que se vestem. Não me importo de morrer pelas mãos de vocês, mas antes, tenho uma pergunta. O que eu fiz para merecer isso? Por que querem tirar minha vida?" A voz de Ye Fan era fraca, mas ainda assim forte o suficiente para romper o silêncio ao redor.
Os homens de preto não responderam por um longo tempo. Ficaram imóveis como estátuas de pedra, com as vestes esvoaçando ao vento.
Vendo que Ye Fan se aproximava do fim, decidiram conceder-lhe seu último desejo. Por fim, um deles respondeu: "Você se destaca demais, e alguém decidiu que precisa ser eliminado. Você não fez nada de errado, Ye Fan, mas quando alguém brilha demais, só o fato de existir já é um crime. Você encontrará seu fim apenas por ser diferente. É só isso."
Boom!
Os homens de preto liberaram suas auras e dispararam feixes de energia das mãos. Seus poderes se uniram e formaram uma espada feita de pura energia. Ela pairou no ar por um instante antes de mergulhar diretamente em direção a Ye Fan.
Nem mesmo Gaius conseguiria enfrentar esse tipo de ataque em seu auge, quanto mais Ye Fan, já exausto de tantas batalhas.
Quando a espada avançou, Ye Fan fechou os olhos e sorriu diante da morte iminente.
Porém, antes que a espada pudesse atravessá-lo, um clarão surgiu no horizonte e avançou diretamente contra a lâmina de energia que se dirigia a Ye Fan, seu frio congelante engolindo tudo em seu caminho.
No momento seguinte, Ye Fan viu alguém executando aquela técnica tão familiar, e uma voz entoou: "O universo me chama enquanto a lua crescente implora para que eu a segure! Técnica da Espada Nuvem e Névoa! Primeiro Golpe! Fluxo do Vento!"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança servida a frio
Esse site é porcaria, comprei moedas mas fica dando erro pra carregar o novo capítulo...
No aguardo da continuação...