Antes que o médico pudesse falar, Doug olhou para Charles com os olhos avermelhados e cheios de medo. "Papai, você me abandonou?
"Papai, não me deixe para trás. Eu vou ser obediente de agora em diante! Não me deixe sozinho, tá?"
Enquanto falava, ele tentou se levantar.
Vendo isso, o médico rapidamente o impediu. "Doug, é melhor ficar deitado. Você acabou de tomar uma injeção".
"Papai! Papai, eu imploro, não me deixe sozinho..." Doug não deu ouvidos ao médico. Ele apenas se virou para Charles com um olhar suplicante. "Papai, você pode ficar aqui?"
Ao vê-lo desse jeito, Charles se aproximou da cama do menino e disse: "Não tenha medo. Quando foi que eu te deixei sozinho? Agora, deite-se e descanse um pouco."
"Não, assim que eu abrir os olhos, você terá ido embora." Doug se sentia injustiçado. "Papai, não vá embora. Fique comigo, tá?"
O coração de Charles amoleceu um pouco ao ver o estado lamentável do garoto. "Tudo bem, papai vai ficar aqui até você adormecer."
Ao ouvir isso, Doug parou de criar problemas.
No entanto, ele segurou a mão de Charles com força, não querendo mais soltá-la.
Uns dez minutos depois, exausto de tanto chorar, Doug caiu no sono.
Depois de confirmar que ele estava mesmo dormindo, o médico sussurrou: "Sr. Roulstone, a febre do seu filho deve ser por conta de alguma infecção no machucado. Já o mediquei, então, sua temperatura deve voltar ao normal em breve."
"Ele tem mais alguma coisa?" Charles perguntou.
O médico balançou a cabeça. "Não, ele só deve ter tido um pesadelo, por isso, ficou gritando para vê-lo. Não se preocupe, cuidarei pessoalmente do seu filho. Prometo que essa situação não voltará a se repetir."
Após ter certeza de que Doug estava bem, Charles assentiu satisfeito.
Então, ele ordenou ao médico: "Cuide bem dele. Se acontecer alguma coisa, entre em contato comigo a qualquer momento."
"Você vai sair, Sr. Roulstone?" O médico não pôde deixar de perguntar.
Charles assentiu.
Mas quando ele estava prestes a sair, Fiona o deteve. "Charles, eu sei que o que eu fiz o chateou, mas você está com raiva de mim, não de Doug. Nosso filho precisa de você agora, então, fique com ele."
"Ele ficará muito feliz se puder vê-lo quando acordar..."
Charles olhou para ela com indiferença. "Já é o suficiente que o médico esteja aqui."
"Mas..."
"Não há nada de anormal no estado dele." Charles não pôde deixar de pensar em como nem se despediu de Randall e Lamar ao sair do hospital. Ele não via a hora de voltar para lá.
Quando Randall lhe fez aquela pergunta, ele tinha um olhar muito complexo.
Ele devia ter pensado muito no assunto antes de fazer aquela pergunta, porém, Charles não disse uma palavra. Agora, ele estava com medo de ter desapontado o garoto.
Pensando nisso, Charles disse à Fiona: "Além do mais, você está aqui. Ele ficará bem com você."
Como mãe, ela mal conseguia ver o filho chorar. Mas, no momento em que ele precisou, ela foi se esconder no quarto e o ignorou até agora?
Depois de concluir a frase, ele lançou um olhar penetrante para ela e saiu sem pensar duas vezes.
Ao ver que ele estava irredutível, Fiona travou o maxilar e olhou para Doug deitado na cama. "Ele já foi embora, porque você continua fingindo? Levante-se!"

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