Yara balançou levemente a cabeça e falou devagar: “Eu não quero nenhuma participação, só quero que a vovó acorde!”
Comparado à saúde da avó Guerra, as ações realmente não tinham tanta importância para ela. Yara também não buscava uma vida de luxo, aquelas ações, para ela, eram apenas uma formalidade.
Embora Yara não tivesse convivido muito tempo com a avó Guerra, ela conseguia sentir o carinho nos olhos da idosa sempre que a olhava.
Na família Guerra, além de Luciano, a única pessoa que realmente tratava Yara com bondade era a avó Guerra!
Depois de um tempo, Yara se acalmou e sentou-se no sofá para descansar.
Eduardo chamou Diana para fora do quarto do hospital e a levou até a escada dos fundos.
“Foi você que fez isso?” Eduardo franziu a testa, questionando-a com certa desconfiança.
“Não, não fui eu, Eduardo, como você pode duvidar da sua mãe?” Diana balançou a cabeça, devolvendo a pergunta com um tom magoado.
Eduardo sabia que, mesmo que tivesse sido sua mãe, ela jamais admitiria isso diante dele.
Além disso, a avó Guerra ainda não havia transferido formalmente as ações apenas para o ramo de Luciano; talvez quem tivesse ferido a avó Guerra não fosse Diana, já que os verdadeiros beneficiados seriam Luciano e seus quatro irmãos.
“Yara não vai querer as ações da família Guerra, pode ficar tranquila!” Após pensar por um momento, Eduardo disse de propósito para a mãe.
Pela segurança de Yara, ele precisava convencê-la a desistir, até porque a avó Guerra talvez nem acordasse mais…
Diana ficou surpresa; não esperava que Yara abrisse mão das ações.
“Você já pensou em abrir mão das ações?” Eduardo perguntou, testando-a.
Yara olhou para ele, confusa: “O que você quer dizer? Está me pedindo para desistir?”
“Sim! Os jovens da família Guerra, por fora, respeitam muito Luciano, mas cada um dos irmãos tem seus próprios interesses. Não quero que você se envolva nisso.” Eduardo a olhou com seriedade.
“Tá bom, vou fazer como você disse!” Yara piscou e assentiu com a cabeça.
Ela nem sabia quanto valia os dez por cento das ações da avó Guerra, mas confiava que Eduardo só queria o seu bem.
Além disso, ela tinha consciência de si mesma: não tinha inteligência para tramas e jogos de poder, e, sinceramente, também não gostava dessas disputas do mundo dos negócios.

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